“A coxinha da Real de Sorocaba é a melhor”. Para mim é a nº 2. E para você?

Termina hoje, segunda-feira, 27 de abril, o prazo para o público votar e decidir quem vai levar R$ 1,5 milhão de prêmio ao final do Big Brother Brasil 2020. Manu, Rafa e Thelma disputam a preferência do público.
Thelma (foto) é médica, tem 35 anos, especializada em dar anestesia nos pacientes que vão passar por cirurgias. Ela é paulistana, foi passista da Escola de Samba Mocidade Alegre e se formou na Faculdade de Medicina de Sorocaba. Ela deu plantões no CHS (Conjunto Hospitalar de Sorocaba) e um enfermeiro, locado no gabinete do vereador Hélio Brasileiro, que também é médico, sugeriu a torcida sorocabana para a Thelma, uma pessoa super simpática e que nunca negou suas origens, disse ele.
No final da semana passada na casa, antes do paredão que eliminou Babu, os participantes debatiam qual a melhor coxinha que já comeram. Para uma edição marcada por grandes discussões, que passou do feminismo ao racismo, o debate sobre a melhor coxinha soou menor. Mas não foi. Num clima de descontração e argumentos sobre gostos, uma fala de Thelma, de que “a coxinha da Real de Sorocaba é a melhor do Brasil”, despertou comentários em vários grupos sociais. Todos externando orgulho de ver Sorocaba e sua coxinha sendo citado no BBB.
Me lembro quando editor-chefe do extinto e saudoso jornal BOM DIA de uma ação de marketing feita por todas edições da publicação (Bauru, Jundiaí, Rio Preto e Sorocaba), em 2007, com o objetivo dos cidadãos de cada uma dessas cidades votarem nas 7 Maravilhas do local onde moram. E a coxinha da Real esteve entre essas 7 em Sorocaba. A Revista Seleções Reader´s Digest elegeu, em janeiro de 2008, a Coxinha da Padaria Real como uma das 100 maiores delícias do Brasil.
A coxinha é uma receita da dona Maria Helena, esposa do falecido Carlos, irmão do seo Zé que empresta a silhueta do seu rosto para a marca atual da padaria. Foi colocada à venda em 1992 quando a Real abriu sua primeira filial, a loja de Conveniência aberta 24horas por dia, 363 dias por ano, no bairro Campolim.
O primeiro, salvo algum engano, a falar dos sabores da coxinha da real foi Mário Prata, escritor, que passava boas temporadas em SPA em Sorocaba. Paulo Betti também foi um embaixador da coxinha da Real. Minha filha mais velha quando vinha para casa voltava para a sua, no Rio de Janeiro ou em São Paulo, com o compromisso de levar embalagem da coxinha da Real.
Eu sou fã da coxinha. Mas a da Real é a minha número 2. A número 1 quem fazia era minha mãe que, caso tivesse viva, faria 91 anos hoje. Uma coxinha com sabor de afeto e saudade. Mãe, faz coxinha? Me lembro desse pedido saindo da boca da minha irmã, na minha infância. O recheio da coxinha da Real é o peito do frango temperado apenas com sal e cheiro verde. É um recheio branquinho igual a massa. A da minha mãe tinha o recheio mais vermelho. O peito do frango com pele era cozido e sua água, misturada com farinha, era cozido em fogo brando como polenta, sempre mexendo até dar o ponto de coxinha. O frango era desfiado e temperado com sal, tomate e pimenta vermelha, a dedo de moça, que é maior e mais suave do que a malagueta. E o segredo das duas, da minha mãe e da Real, é passar ela apenas na clara do ovo, na farinha de rosca, deixar ficar gelada e ser frita em abundante óleo quente. A coxinha tem que ter espaço para “nadar” no óleo. Óleo limpo, novo, sem gosto ou ranço.
Nos dias de hoje, fico pensando, é inimaginável fazer coxinha em casa. O cheiro da fritura leva uma semana para sair, um tempo, creio, insuportável para ficar ouvindo a reclamação do fedor. Por isso, bateu a vontade, estou na Real. Adoro as variações de sabores. A deste mês é de costelinha. Vale a pena experimentar!

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