A culpa é do cidadão

Quando Sorocaba teve o surto de dengue, durante a gestão passada da administração municipal, com a notificação de mais de 50 mil casos da doença na cidade, e havia virado “esporte preferido” do sorocabano malhar o então prefeito Pannunzio, eu defendia que o problema da doença era, principalmente, do cidadão. Obviamente que apenas consegui ser igualmente malhado por minha opinião.

Nesse ano, a moda é malhar o prefeito Crespo em razão da invasão de escorpiões na cidade. E minha visão continua sendo a mesma daquela época, a culpa é do sorocabano que não cuida, literalmente, do seu quintal.

E sinto que meu argumento é correto ao ler que o programa Cidade Limpa – um projeto institucional da TV TEM em parceria com as prefeituras que consiste em ser um mutirão que coleta entulhos com o objetivo de prevenir doenças, enchentes e outros transtornos urbanos – em sua primeira ação de 2019 coletou quase 40 toneladas de entulho num único dia em bairros da Zona Oeste, ou seja, o material recolhido neste primeiro dia do Cidade Limpa foi suficiente para encher 18 caminhões que trabalharam em um sistema de revezamento. Foram retirados ao todo 40 m³ de lixo inservível entre móveis velhos, galhos de árvores entre outros

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Outro argumento a favor do meu raciocínio: Em 17 dias de ações em combate aos escorpiões, 2.490 casas foram visitadas e 315 toneladas de entulhos foram retirados de áreas públicas e 42 moradores foram notificados por apresentarem irregularidades em suas propriedades.

O mais fácil continua sendo xingar e responsabilizar o prefeito de plantão, seja ele do partido que for. O mais difícil é mudar a cultura de um povo. E a cultura do sorocabano, me parece, é a de não pertencimento. Ele não sente que a cidade seja dele e por isso a vê como um lugar que não é seu, ou seja, um lugar para seus inservíveis.

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