Afinal, quem é a verdadeira “rainha da Inglaterra”?

Após a operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), braço do Ministério Público paulista; da Delegacia Seccional de Sorocaba, da Polícia Civil; e do TCE (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo) entre 6h e 11h da manhã de segunda-feira, e de uma lacônica nota oficial sobre o episódio, o prefeito Crespo decidiu atender aos jornalistas que desejaram falar com ele, em seu gabinete, dando igualmente 15 minutos a cada um, no final da tarde daquele dia.

Eu não fui falar com ele, mas li e ouvi o que ele disse aos veículos que lá estiveram. Em resumo, ele disse que não tolera a corrupção e se comprovada qualquer acusação ele vai punir os responsáveis e ainda abrir uma queixa-crime contra ele. Ou seja, a anti-notícia. Seria fato jornalístico qualquer afirmação em contrário. Porém, me chamou demais a atenção uma fala do prefeito Crespo, dada ao Bom Dia Cidade da TV TEM, quando ele disse: “(…) o prefeito de uma cidade já grande como Sorocaba não teria condições de ficar descendo em minúcias de centenas, milhares, de contratos que a gente assina todos os meses (…)”.

Como assim? O prefeito Crespo pensa diferente do vereador Crespo?

Quem não se lembra de Crespo, quando vereador, chamando o então prefeito Pannunzio de “rainha da Inglaterra” no sentido de dizer que ele era uma figura decorativa no governo e não sabia de nada que acontecia sob o comando dos seus secretários?

Daí a pergunta dessa postagem: Afinal, quem é a verdadeira “rainha da Inglaterra”?

Seria pura demonstração de espírito republicano se Crespo telefonasse a Pannunzio e lhe pedisse desculpas, dizendo que está aprendendo muito com as agruras que está enfrentando no cargo.

Lembrando, por fim, que para rebater a crítica de Crespo, que ele era “rainha da Inglaterra”, Pannunzio chamou Crespo de Parlapatão, no sentido de ser “aquele que fala o que vem à cabeça, sem nenhum cuidado e em momentos inconvenientes”.

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