Ao contrário do que diz senso comum, caminhões estão regulados

Apenas 28 veículos movido à óleo diesel, de 468 vistoriados (algo em torno de 7%), estão com problemas no motor, emitindo a fumaça que tanto mal faz à saúde das pessoas.

Isso foi comprovado na manhã desta quinta-feira, quando das 9h30 às 13h30, a Secretaria de Meio Ambiente, Parques e Jardins e a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) realizaram a Operação de Controle de Fumaça Diesel na avenida Independência, próximo à Base da Polícia Militar, no Éden.

O gerente do setor de controle de emissões de veículos em uso da Cetesb, Daniel Schimidt, destacou a importância de manter o motor regulado e fazer a devida manutenção dos veículos. “O material particulado à fumaça prejudica a população principalmente no inverno porque a dispersão é menor, pela falta de chuvas. A fumaça preta prejudica a respiração e pode provocar muitas doenças, por isso é muito importante a conscientização dos motoristas e das empresas que colocam esses caminhões para trabalhar”, orienta.

A blitz contou com apoio da Polícia Militar e da Urbes – Trânsito e Transporte, e foi realizada através do convênio entre a Prefeitura de Sorocaba e o Governo Estadual, dentro do Programa de Manutenção e Melhorias de Veículos a Diesel (PMMVD).

Além de ser punitiva a ação também teve caráter educativo. Durante toda a operação, além das multas aplicadas pela Cetesb, a equipe da Sema distribuiu folhetos com orientações e dicas aos condutores. “O nosso objetivo foi de conscientizar os motoristas sobre a importância de manter os veículos a diesel regulados para garantir uma melhor qualidade do ar, contribuindo para a saúde da população”, afirma o secretário da Sema, Jessé Loures.

Os motoristas com veículos irregulares serão autuados pela Cetesb, que também realiza a operação simultaneamente com outros 21 pontos do Estado de São Paulo, com multa no valor de R$1.440,00.

Como é feita a medição

As medições de emissão de fumaça preta são realizadas por meio da escala de Ringelmamn, que é feita visualmente, por meio de uma tabela com cinco graduações de cores, variando tons do cinza claro ao preto, sendo que, a partir do terceiro tom, indo para o preto, o veículo já pode ser multado. Esse método oferece a vantagem de a fiscalização ser feita com o veículo em movimento.

Caso a fiscalização com a escala não seja precisa, o técnico encaminha os veículos para teste com opacímetro. O instrumento portátil é constituído por um banco óptico, sonda (cabo inserido no escapamento) e maleta com cabos para medição da quantidade de fumaça preta. O teste, que é feito com o veículo estacionado, dura em média dez minutos.

Sorocaba é pioneira na utilização do opacímetro, visto que, começou a fazer a fiscalização dos seus veículos próprios municipais e agora está sendo propagado para outras cidades.

Multas

Os motoristas com veículos irregulares terão que pagar multa. Essa autuação não entra na pontuação de infrações na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do motorista por não se tratar de multa de trânsito, mas sim, multa ambiental, porém, ele terá problemas para fazer o licenciamento do veículo, caso não regularize a situação, apresentando laudo técnico de manutenção emitido por oficina autorizada pela Cetesb.

No caso dos motoristas que tiveram seus veículos multados pela primeira vez, há possibilidade de reduzir o valor da multa em 70%. Para isso ele deverá comprovar, posteriormente, mediante apresentação de um relatório técnico, a realização da manutenção do veículo em uma das oficinas capacitadas pela Cetesb que podem ser encontradas no site https://cetesb.sp.gov.br/. Havendo reincidência, o valor dobra. As multas chegam aos motoristas via correio.

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