Aparelho desenvolvido no Parque Tecnológico de Sorocaba, e usado pelo Saae para dar agilidade na detecção de vazamentos na rede de distribuição de água, chama a atenção de fabricantes de sete países

SaaeVazamentoO Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) de Sorocaba começou a usar um aparelho que auxiliará a autarquia a detectar, com mais agilidade, os vazamentos nas redes públicas de distribuição de água. Para se ter uma idéia do poder dessa tecnologia, os vazamentos que o Saae levaria dois anos para verificar será feito em menos de um mês, explica o diretor-geral do Saae, Ronald Pereira da Silva.

Bastante debatido ao longo da gestão Pannunzio, as perdas de água – em Sorocaba é estimado que este valor esteja perto de 40% – apareceram na campanha eleitoral de 2016 apenas do candidato do PT, Glauber Piva, que externou sua preocupação com o tema. Mas quando assumiu o governo, passou a fazer parte da gestão do prefeito Crespo. Desde que assumiu a autarquia, um compromisso do diretor-geral é o de desenvolver ações dentro do Programa de Redução e Controle de Perdas da autarquia que tem como objetivo reduzir os índices de perdas de água tratada no sistema de distribuição da cidade, sejam as aparentes (furtos de água e fraudes nos hidrômetros) ou as físicas (vazamentos).

“Sorocaba possui uma malha de redes de distribuição e anéis adutores e distribuidores bastante extensa, com aproximadamente 1.800 quilômetros, e os vazamentos são comuns, considerando-se situações como as relacionadas a desgaste dos materiais e variações de pressão dentro dos tubos, e nem sempre é possível localizar vazamentos com a agilidade que gostaríamos, motivo pelo qual vamos nos utilizar dessa nova tecnologia, desenvolvida aqui mesmo em nossa cidade”, destaca o diretor-geral do Saae, Ronald Pereira da Silva.

O aparelho

O novo equipamento usado pelo Saae foi desenvolvido pela Stattus4, empresa brasileira incubada no Parque Tecnológico de Sorocaba, há um ano. Empresas de sete países conhecem esse trabalho e buscam comprar os direitos de fazer a patente dele e comercializá-lo. São dezenas de prefeituras, como a de Sorocaba, através do Saae, interessadas no equipamento que, na prática, tem demonstrado eficiência para resolver os problemas dos vazamentos com agilidade nunca antes imaginada que seria possível. Trabalho de 24meses, com o aparelho, passa a ser feito em um.

Denominado Fluid – Sistema de Detecção Automática de Vazamento em Ramais, o novo equipamento faz a detecção de vazamentos nas redes de distribuição de água por meio de uma haste metálica, com a qual o funcionário toca a tubulação dos cavaletes dos hidrômetros instalados nos imóveis por 15 segundos, tempo suficiente para a coleta dos ruídos, que são armazenados num aparelho celular e por meio de bluetooth os dados são enviados para o sistema de inteligência artificial da Stattus4, que separa os ruídos típicos de vazamentos e os de não vazamentos.

Com esses dados computados, a startup do Parque Tecnológico envia um relatório à autarquia, mapeando os locais onde existem evidências de vazamentos, que será confirmado em seguida com a utilização de geofones eletrônicos nas ruas selecionadas.

Desta forma, o trabalho da autarquia na detecção de vazamentos que não afloram à superfície será abreviado, refletindo em economia de água e em diminuição de custos.