Arquivado oportunista pedido de cassação da vice-prefeita

Os vereadores da Câmara de Sorocaba arquivaram na manhã de hoje, durante sessão, um pedido de abertura de Comissão Processante que poderia culminar na cassação do mandato da vice-prefeita Jaqueline Coutinho.

O pedido de investigação contra a vice-prefeita foi protocolado na manhã de quarta-feira por Rafael Sarti, administrador de uma página no Facebook, denominada “Sorocabanos” e liderança ligada aos movimentos de Direita que ocuparam as ruas no país na época do pedido do impeachment da presidente Dilma e trabalhou favorável pela eleição do presidente Bolsonaro.

Rafael Sarti embasou seu pedido no caso investigado pela Justiça em que um servidor do Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) é acusado de desempenhar serviços pessoais para Jaqueline e sua família, fato que gerou ações do Ministério Público nas esferas Civil e Criminal.

A Secretaria Jurídica da Câmara não viu embasamento legal para que viesse a ser criada uma Comissão Processante por este fato e os vereadores arquivaram o pedido.

Estranho é que a denúncia, no MP, existe há mais de 4 meses, mas só agora o denunciante viu razões para pedir a cassação da vice. Agora, digo, no sentido de ser real a chance dela assumir a prefeitura num eventual afastamento do prefeito caso seja estabelecida uma ligação dele com os até agora acusados na Operação Casa de Papel.

CP contra Crespo

Na tarde de quarta-feira, foi protocolado um outro pedido de abertura de Comissão Processante, esse contra o prefeito José Crespo e apresentado por Fábio Ricardo dos Santos, conhecido como Fábio Jojoba, ex-servidor comissionado da Câmara. Ele embasa o pedido dessa investigação citando supostas práticas de infrações político-administrativas, que teriam sido comeditas pelo chefe do Executivo em episódio ocorrido em 2017, que culminou na cassação de Crespo pela Câmara, e que aponta a apuração do crime de falsidade ideológica da questão, que foi julgado procedente na época. O documento ainda trata da CPI do Voluntariado, em tramitação na Câmara.

A Secretaria Jurídica alegou falta de tempo para analisar este caso e a decisão foi adiada para a sessão da próxima terça-feira.

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