Assessor desaprova o uso do termo “lobista do bem” para funcionária de Brasília

EloySecretário de Comunicação Eloy de Oliveira alertou o prefeito para a qualificação que o termo lobista possui no Brasil, mesmo assim o prefeito o usou quando apresentou a equipe

O prefeito Crespo afirmou que ainda não é possível afirmar que a crise política, instaurada há 8 dias, e que paralisou o processo de aprovação das reformas Trabalhista e Previdência no Congresso Nacional, já esteja causando prejuízo à Sorocaba ou à Prefeitura de Sorocaba.

Mas o prefeito deixou claro que o dinheiro do Brasil está em Brasília, que 75% dos impostos pagos pelos municípios ficam em Brasília e que é necessário instrumentos capaz de captar estes recursos. Por isso ele acredita na equipe que vai estar focada neste trabalho.

Antes da fala polêmica (leia postagem anterior), eu havia perguntado ao chefe do Executivo sobre a apresentação de Fernanda Mariano e ele defendeu a profissional afirmando que ela será uma ‘lobista do bem’.

Ainda na minha presença, após a entrevista, Eloy de Oliveira, secretário de Comunicação do prefeito, que acompanhou a entrevista, aconselhou Crespo a não usar o termo “lobista do bem”. O prefeito retrucou e o assessor explicou que há, na cultura brasileira, o sentido pejorativo para  termo lobista. Crespo rebateu dizendo que não existe um termo na língua portuguesa para essa função e lembrou que lobista vem d termo da língua inglesa lobby que quer dizer salão (na verdade a antessala de hotéis, salas, gabinetes…) e que falar salonista (neologismo do prefeito) seria incompreensível.

Concordei que a sugestão do secretário era válida e lembrei que nos Estados Unidos a função de lobista é regulamentada e vista como uma ação da cultura dos grandes conglomerados. No Brasil, uso citação da wikipedia, que entendo bem elaborada, diz que alguém é lobista é o mesmo que chama-lo de corrupto: “Apesar de o termo lobby ter, no Brasil, a conotação de troca de favores ou corrupção, a definição original remete a um significado mais neutro. Segundo Said Farhat, lobby é “toda atividade organizada, exercida dentro da lei e da ética, por um grupo de interesses definidos e legítimos, com o objetivo de ser ouvido pelo poder público para informá-lo e dele obter determinadas medidas, decisões, atitudes”. Nesta concepção, o lobby seria meramente a representação de interesses junto aos agentes políticos. Tal definição é corroborada por Maria Cecília Gonçalves, que trata o lobby como “a prática de buscar acesso aos agentes políticos e fazer com que eles saibam das demandas de determinados segmentos da sociedade, usando pessoas (lobistas) e seus canais de contato junto aos órgãos de governos”. O lobista, aqui, seria um intermediário que, por conta do conhecimento profundo da forma de funcionamento do governo e de seus elementos chaves, teria maiores condições de definir corretamente os atores mais importantes em um determinado assunto, aumentando as chances de que o representado possa influir na política em questão.”