Austeridade de presidente do Cotim faz esquentar clima entre secretários da Prefeitura de Sorocaba

O decreto nº 20.741, de 3 de setembro de 2013, criou o Cotim (Comitê de Otimização do Gasto Publico) da Prefeitura de Sorocaba com a intenção de dar as diretrizes para a execução orçamentária e promover maior integração, agilidade e qualidade nos gastos públicos. O prefeito Pannunzio justificou que naquele momento se fazia necessário ampliar cada vez mais a articulação e a integração das ações no âmbito dos organismos da administração direta e indireta, visando a eficiência da gestão e a qualidade dos gastos. O Cotim é formado pelos secretários de Planejamento e Gestão (Edsom Ortega), de Finanças (Aurílio Caiado) e da Administração (Roberto Juliano) e coordenado pelo primeiro (Ortega) com o objetivo de analisar as propostas de execução orçamentária de todos os organismos da administração direta e indireta da administração municipal e orientar os procedimentos visando melhorar a qualidade dos gastos e dos investimentos.

Por lei, os secretários e dirigentes de todos os organismos da administração municipal direta e indireta devem apresentar ao referido Comitê suas propostas de gastos e investimentos para apreciação e orientação para melhorar a integração, a qualidade dos gastos e a agilidade na execução orçamentária das prioridades definidas pela administração e das demais despesas correntes.

Pois bem, com reclamações daqui e dali, o Cotim funcionou bem até a última reunião na quarta-feira da semana passada. Naquele dia, o clima entre Ortega e Caiado, que já não era dos melhores, azedou de vez. Há quem diga que eles até perderam a amizade. O secretário da Saúde, Francisco Antônio Fernandes, o Chicão, conhecido por sua paciência e educação também deixou clara sua insatisfação. Num dado momento ele teria levantado da reunião e dito para Ortega fazer o que ele queria e que assumisse a responsabilidade. Chicão, aliás, está por um fio. Só não pediu para sair em consideração ao prefeito Pannunzio que, mesmo depois dessa reunião, pediu mais paciência a Chicão. O grande problema é a falta de dinheiro perante as necessidades de custeio (manter em funcionamento o que já existe).

O secretário de Governo, João Leandro da Costa Filho, confirmou que o clima de fato esquentou, “mas dentro da normalidade de uma administração” me disse numa tentativa de amenizar o que ouvi. Aliás, ouvi palavras pesadas de pessoas de peso da administração dizendo que “o Ortega está ferrando o governo”. João Leandro afirmou que “alguém tem que ser firme numa hora como essa e evitar loucuras que não poderiam ser honradas”. João Leandro disse que teve uma semana para refletir sobre o papel do colega Edsom Ortega e está “num trabalho para convencer os secretários de que Ortega está sendo duro porque é necessário”.