Autor: Djalma Luiz Benette

Desapega do gramscismo! Dei voz a sindicalista e levei pau

A coluna O Deda Questão no Jornal Ipanema (FM 91,1Mhz) na manhã de hoje se transformou em um debate amplo, sobre aspextos precários da saúde em Sorocaba, envolvendo o âncora José Roberto Ercolin, eu e autoridades que estavam ouvindo e foram mandando suas manifestações assim como os ouvintes do dia a dia também se expressaram.

O padre Flávio Miguel, provedor da Santa Casa, explicou que a capacidade do hospital está 100%, a secretária da Saúde; a secretária da Saúde, Marina Elaine Pereira, estava em São Paulo, mas ouvindo a coluna O Deda Questão, para falar com o secretário da saúde a respeito do Conjunto Hospitalar de Sorocaba, que ontem informou que também estava com a UTI NeoNatal 100% lotada e sem previsão de liberar vagas (leia reportagem no portal IpaOnline a respeito). Eu tive uma posição contundente de que cabe ao município (prefeito ou secretária da Saúde) assumir a gestão do problema em especial na necessidade atual onde a falta de chuva está sacrificando todo mundo.

Enfim, era um debate sobre planejamento (em 2019 já há solução em vista), gestão e o dinheiro da lei, ou seja, o que é do município, mas também do Estado e União.

Nesse momento recebi mensagem de voz de Izídio de Brito, da direção do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba, onde ele falou de seu projeto, de 5 anos atrás, para a construção do Hospital Municipal de Sorocaba que traria mais 300 leitos à cidades. E ele culpou o PSDB e o DEM (atual e ex-prefeito) pelo problema das faltas de vagas que a cidade enfrenta no momento, inclusive na rede particular.

O presidente do diretório municipal do PSDB entrou no debate e lembrou que os 13 anos do governo Lula/Dilma não reajustaram a tabela SUS, mas foi didático em dizer que tem que haver um novo pacto e lógica no Sistema Único de Saúde.

Puxão de orelha

Mesmo assim, Nélson Cossermelli, empresário, meu amigo pessoal, não se conteve e puxou minha orelha no ar com a seguinte expressão: “O padre trabalha, os deputados ajudam e o sindicalista faz política! Desapega do gramscismo Deda!! Vai fazer um bem danado pra você!!”

Está claro que Nélson não é eleitor da esquerda, porém tampouco de Bolsonaro, antes que alguém assim o classifique. Ele defende o sistema liberal e é favor da harmonia das tendências e diferenças ideológicas e políticas. Mas tem a posição dele e foco em quem deve ser combatido.

Sobre o teor da fala de Nélson, concordo que a partidarização da discussão, colocada por Izídio dr Brito, destoou do debate que estava no ar por mais de uma hora. Mas repito o que já disse em outras oportunidades, parafraseando Voltaire, posso não concordar com nada de que alguém diga, mas defenderia até o fim o direito dela se expressar.

Não sou um jornalista a favor de nenhum político, grupo ou tendência ideológica, embora, obviamente, eu tenha a minha posição e opinião. Mas reafirmo que faço um trabalho que aos olhos alheios pode ser interpretado com a lente que queiram, mas que não estou a serviço de ninguém, a não ser do leitor e do ouvinte. Frequentemente me acusam de defender o prefeito (isso ocorre há anos, aliás), me chamam de comunista, petista, tucano e me chamam até de autoritário. Mas obviamente sei que há os que entendem o que eu faço e isso que dá sentido a seguir fazendo.

O que a doutrina Gramscista

Fiz um apanhado de textos sobre o tema para tentar explicar o que vem a ser o neologismo Gramscista e ajudar meus leitores a entender do que fui acusado.

Ele nasce do sobrenome do filósofo italiano António Gramsci.

Na Revolução Russa, Lênin aplicou as idéias doutrinárias de Marx (ou marxismo) impondo um novo regime político e social na base da força e por meio da Revolução Bolchevista. A esse processo foi dado o nome de leninismo.

Gramsci foi um estudioso do leninismo e concluiu que havia outros meios, mais eficazes para se empregar uma revolução, e começou a reescrever o seu “Caderno do Cárcere”, onde fundamentou uma nova doutrina para se implantar o marxismo: Manipulando mentes e infiltrando ativistas comunistas nos meios jornalísticos, na mídia, na religião, na política e nos meios educacionais, a doutrina Gramscista cria uma homogenia social, dá forma à ilusão e edifica a crença de que uma grande mentira contada mil vezes, passa a ser verdade.

É disso que meu amigo quer que eu me desapegue, ou seja, que eu desapegue de conceitos marxistas, impedindo que os que pregam o comunismo, como os sindicalistas, tenham voz nas mídias onde eu atuo.

Como todos têm voz, inclusive a voz dominante no caso da discussão de hoje é a de quem detém o poder, o puxão de orelha de meu amigo foi absolutamente sem propósito. Não entendo que precise tutelar meu leitor e nem meu ouvinte e que com mais informação e diversificação ele terá a chance de formar o seu caminho.

Para muitas pessoas, e aí não estou mais falando do meu amigo que me chamou de um instrumento do gramscismo, as “novelas, imprensa, comerciais, filmes, propagandas, revistas, mensagens, programas de rádio, peças teatrais, seriados, redes sociais, comunidades, ONGs, organizações estudantis, ensinos e culturas marxistas, partidos, políticos, tudo foi sendo municiado com doses maciças de gramscismo e as mensagens e ideais comunistas foram aos poucos, sendo injetados no consciente do brasileiro. Na linguagem popular, podemos chamar este processo de uma ‘grande lavagem cerebral comunitária’. O comunismo está nas veias de muitos brasileiros, contaminando células e infectando órgãos como o cérebro. Hitler disseminou o mesmo processo para dominar a Alemanha e fundamentar o nazismo. Há portanto no Brasil, uma grande massa de contaminados pelo gramscismo, os ‘idiotizados’ ao que Gramsci os qualifica e os chama de, os ‘idiotas úteis’.”

Você, meu leitor, se julga um idiota útil?

Em defesa da diretoria do nosso patrimônio, o São Bento

O presidente do São Bento, advogado Márcio Rogério Dias, em entrevista coletiva convocada na manhã desta terça-feira (17 de julho), na sala de imprensa do Estádio Municipal Walter Ribeiro (CIC), em tom de desabafo, falou sobre o mais turbulento momento vivido pelo clube nos últimos 7 anos. Depois de sucessivos sucessos, o que colocou o São Bento entre os maiores 40 times do Brasil, a equipe vem de 3 derrotas consecutivas desde a turbulenta demissão do técnico Paulo Roberto Santos que bateu o recorde no comando da equipe. Chegou um momento em que ele era o técnico há mais tempo no comando de um time em todas as séries do futebol brasileiro.

Em que pese, portanto, concordâncias, discordâncias sobre a forma como Paulo Roberto deixou o comando da equipe, isso é passado. De nada adianta esse debate. Se tivesse feito isso… Se não tivesse feito aquilo… Se pegasse… Futebol exige praticidade e, agora, isso significa vencer os jogos. O técnico e os jogadores precisam trabalhar e responder dentro de campo com vitórias.

Fora de campo esse grupo de pessoas (formado pelos que estiveram na direção e os que estão) merece todo o respeito da sociedade sorocabana, pois na garra e na marra eles devolveram ao sorocabano o orgulho de um patrimônio que é nosso, o São Bento. Nada, nem que o pior venha ocorrer, pode apagar o que essa diretoria e a anterior  fizeram pelo time do São Bento que foi lhe dar credibilidade, organização e planejamento.

Por isso, nem mesmo o calor de uma quarta derrota, no jogo contra a Ponte Preta, sábado passado, ameniza o absurdo que foi a agressão sofrida pelo presidente Márcio: “Eu não merecia uma agressão, com o meu filho, uma criança, do lado. Como fica minha família? Foi uma cena horrível que espero que meu filho não leve para frente”.

Márcio Rogério Dias falou, ininterruptamente, por mais de 40 minutos e concluiu: “Eu peço à torcida de verdade um voto de confiança ao trabalho da diretoria, pois a força de dentro é bem maior do que os ventos contra. Espero que o agressor tenha a humildade de vir pedir desculpas no final do campeonato”.

Você, presidente, e todos vocês que estão juntos desde 2011 merecem a confiança de toda a sociedade. Por isso saio em defesa de vocês.

Sorocaba estreita laço comercial e cultural com a Argentina

O prefeito Crespo recebeu em seu gabinete o embaixador da Argentina no Brasil, Carlos Alfredo Magariños, acompanhado do cônsul argentino Luís Castillo, nesta quarta-feira (18), para tratar de possíveis parcerias entre os países, com a proposta de fortalecer a relação e dar início a um intercâmbio entre as cidades de Sorocaba e Buenos Ayres em áreas diversas.

A visita faz parte de um processo de aproximação com algumas cidades brasileiras. “Nós sabemos da grande representatividade que Sorocaba tem no Estado de São Paulo e até no Brasil e estamos nessa missão de estar perto destes municípios que compõem reunidas características como esta cidade, para trocas de experiências que gerem crescimento para ambos”, contou o embaixador.

Para dar detalhes do trabalho desenvolvido pelo Poder Público e por setores importantes da cidade, o prefeito José Crespo também contou com a participação da primeira-dama e presidente do Fundo Social de Solidariedade, Lilian Crespo e cinco secretários municipais: Flávio Chaves (Relações Institucionais e Metropolitanas), Alceu Segamarchi (Saneamento),  Eloy de Oliveira (Comunicação e Eventos), Robson Coivo (Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda), Roberto Freitas (Parque Tecnológico), além dos representantes do Ciesp, Erly Domingues de Syllos, e Sérgio Reze, presidente da Associação Comercial.

“Sorocaba está em um momento bom da história dela, está ganhando força. Ainda há muitas dificuldades, mas nós estamos buscando parceiros internos e externos e de portas abertas para interesses múltiplos”, ressaltou o prefeito, antes que cada um dos participantes falasse sobre o trabalho desenvolvido e as possíveis trocas de experiência.

Os argentinos puderam conhecer um pouco da história da cidade e alguns projetos do governo municipal que colocam a cidade na vanguarda do país, como os projetos de mobilidade desenvolvidos neste governo, que contam com parcerias firmadas com bancos internacionais e o governo federal. Essa integração entre as cidades deve ocorrer nas áreas da cultura, comunicação, educação, tecnologia e saneamento.

Thereza Collor mostra que é mais que a musa do impeachment

Thereza Collor, a musa do impeachment do ex-presidente Fernando Collor em 1992, durante entrevista na coluna O Deda Questão na manhã de hoje no Jornal Ipanema (FM 91,1Mhz) mostrou que é muito mais do que um rosto bonito, de dentes brilhantes, largos sorrisos e medidas de miss: demonstrou conhecimento histórico, foco no que pretende fazer – incluindo as limitações que vai encontrar se vier a ser eleita deputada federal – e inteligência para debater assuntos que lhe são colocadas.

Filiada ao PSDB, e morando há 19 anos em São Paulo onde se estabeleceu após seu segundo casamento (ela é viúva de Pedro Collor, o irmão de Fernando e que detonou o processo que levou ao impeachment), ele veio a Sorocaba cumprir uma agenda que tem cumprido em diferentes cidades paulistas: se mostrar e pedir voto.

Para vir até aqui, onde teve como cicerone a empresária Maristela Honda, Thereza teve o aval do deputado federal Vitor Lippi. Maristela me contou que avisou Lippi e ele foi super receptivo com a presença de Thereza na cidade e entende que há votos e espaço para todos os candidatos.

Nos corredores da rádio Ipanema, Thereza Collor cruzou com os candidatos do PT a deputado federal, Izídio de Brito e Gilmar Tatto, e a deputado estadual Hamilton Pereira, que também vieram para conceder entrevista. Foram cordiais de ambos os lados.

O que disse Thereza

A partir daqui, o texto é de Alana Damasceno, que fez a matéria ao IpaOnline: Foi o marido falecido de Thereza, Pedro, irmão de Fernando Collor de Mello, que iniciou a denúncia contra Fernando a qual culminou com o primeiro processo aberto de pedido de impeachment do Brasil e renúncia de um presidente. “Nós não participávamos do governo, mas meu marido sabia de tudo o que estava acontecendo. Chegava aos nossos ouvidos tudo o que acontecia no Planalto. Ele [Pedro], diretor de empresas de comunicação e detentor das informações, no que diz respeito a casos de corrupção […] avisa ao irmão. Fernando já estava pensando em desenvolver rede paralela de jornal, tirando funcionários da empresa da própria família. Pedro, desagradado, e afirmando que já tinha advertido a família e o irmão diz que vai denunciá-lo publicamente. Nessa história, Pedro vai e denuncia o que acontece no Palácio do Planalto”, resume ela sobre o que acompanhou do início do processo de denúncia de esquema corrupto dentro do governo do ex-cunhado.

Para Thereza, o problema de Fernando com o irmão foi a questão de Pedro trabalhar com transparência em notícias e não concordar com a corrupção ocorrida dentro de seu governo. “Ele queria que o Pedro saísse. [Fernando] escreveu uma carta dizendo que Pedro não estava emocionalmente bem e que não poderia conduzir os negócios”, revelou.

“Não tenho nada a ver com Fernando Collor. Eu tenho esse sobrenome, pois fui casada com Pedro Collor, irmão de Fernando”, defendeu-se como forma de não ser confundida com escândalo do impeachment do ex-presidente. “Quem representa a população tem de dar exemplo. A lei serve para todos”, afirmou quando questionada sobre casos de corrupção dentro da política.

Ainda na entrevista, Thereza classificou a ex-esposa de Fernando Collor, Rosane Collor, como “sem significância”. “Nunca tive relação com ela e nem quero. Tenho o nome, porque carrego com todo orgulho por meu marido e minha sogra”, completou.

“Podem ver minhas propostas. Tenho redes sociais. Podem pesquisar minhas propostas quanto em relação a mulher etc. Quero estar lá para capitanear isso. Quero que tenha uma limpeza, uma faxina no Congresso. Existem políticos bons, mas em sua maioria não. Faço um apelo para vocês votarem. Só acontece mudança com seu voto”, enfatizou Thereza quando perguntada por Deda o porquê de o sorocabano votar nela em vez de candidados da própria cidade.

Thereza visita Sorocaba para realizar um encontro no auditório da Fundação Ubaldino do Amaral, às 19h, para contar um pouco de sua história e como ela vê a evolução do combate à corrupção em nosso país nestes últimos 26 anos.

FOTO: Da esquerda para a a direita: Alexandre Moreto (aos fundos); José Roberto Ercolin; Thereza Collor e Deda Benette (aos fundos) / Foto: Alana Damasceno

CPI diz que promotor pediu relatório parcial das investigações

O vereador Hudson Pessini presidente da CPI das Tendas (que apura possíveis irregularidades nos contratos firmados entre a Prefeitura de Sorocaba e a empresa Cies Global), protocolou o relatório parcial na manhã desta terça-feira, 17, acompanhado da assessoria do vereador Francisco França (PT), relator da CPI.

A assessoria de comunicação da Câmara informa que o presidente fez o protocolo parcial do relatoria “a pedido do promotor Orlando Bastos”.

Em reunião realizada em 3 de julho último, os membros da CPI aprovaram a suspensão dos trabalhos da comissão durante o recesso parlamentar – entre os dias 16 e 31 de julho – para que o período não conte no prazo da CPI, que é de 90 dias para a conclusão de seus trabalhos, prorrogáveis por mais 90 dias, mediante a aprovação da maioria de seus membros. Na ocasião, os vereadores também decidiram elaborar o relatório parcial que foi entregue ao Ministério Público na manhã de hoje.

A CPI já ouviu, também na reunião de 3 de julho, a auditora geral da Saúde da Prefeitura de Sorocaba, Andreia Cristina Cesare Pereira Nunes, responsável pela elaboração do relatório que motivou a abertura da CPI. No documento foram apontadas diversas irregularidades no serviço prestado pela empresa Cies Global, que realizou atendimentos médicos em uma tenda montada ao lado da Unidade Básica de Saúde do Jardim São Guilherme.

Presidida pelo vereador Hudson Pessini (MDB) e tendo como relator o vereador Francisco França (PT), a CPI da Cies Global é composta também pelos seguintes parlamentares: Vitão do Cachorrão (PMDB), Iara Bernardi (PT), Péricles Régis (MDB), Fernanda Garcia (PSOL), Fausto Peres (Podemos) e Renan Santos (PC do B).

Prefeitura inicia geoprocessamento e diz que é para planejamento

Com o argumento de melhor realizar o planejamento urbano, a execução e avaliação de políticas públicas, a Prefeitura de Sorocaba vai contar com uma ferramenta que disponibiliza dados geográficos e mapeamento digital de alta qualidade e confiabilidade: Sistema de Geoprocessamento, “um moderno instrumento tecnológico de mapeamento digital que, conforme a secretária de Planejamento e Projetos, Mirian Zacareli, teve início no último sábado, com objetivo de dotar o Município de informações e dados seguros sobre todos os 450 quilômetros quadrados que compreendem o território sorocabano”, explica nota da prefeitura.

O trabalho vem sendo feito pela empresa Aerocarta S/A Engenharia de Aerolevantamento e “é considerado pelo prefeito Crespo de extrema importância para o planejamento de ações e projetos pelo Poder Público Municipal. Isso porque mostra, por meio de imagens aéreas, várias informações relacionadas aos setores de saúde, educação, economia, infraestrutura, meio ambiente e, futuramente, rural”.

Ao longo de um ano, a empresa realizará diversos serviços, que incluem ainda a produção de mapas ou cartas topográficas, a partir de fotografias aéreas; representações fotográficas da região da superfície terrestre, na qual todos os elementos apresentam a mesma escala, livre de erros de deformações, abrangendo todo o território do município.

Outro serviço que será realizado será a captação de fotografias digitais das fachadas dos imóveis existentes em Sorocaba, por meio de um mapeamento veicular. Ou seja, o mapeamento será realizado por um veículo equipado com seis câmerasfotográficaa digitais integradas com sistema GNSS/INS (Global Positioning System/Inertial Navigation System), que registrará automaticamente os pontos georreferenciados de captação de cada foto. Serão obtidas fotografias digitais das fachadas de todas as unidades territoriais e edificadas que abrange a área das 275 mil unidades imobiliárias, de modo contínuo, existentes em todos os logradouros públicos e loteamentos. Também será realizado o recadastramento das unidades imobiliárias, logradouros e face de quadras do município.

Tomada de decisões

“A realização do georreferenciamento, ou geoprocessamento, como também é chamado, será importantíssimo, pois vai contribuir para que possamos planejar Sorocaba. Ele é uma ferramenta que permite enxergarmos a cidade de uma forma real, como ela é, e a cidade legal, como deve ser, de forma planejada, dotada de todos os equipamentos necessários para atender a população”, explicou a secretária.

A titular da Seplan explica ainda que esse serviço também de uma ferramenta imprescindível para a tomada de decisões por parte da Administração municipal, servindo de apoio para o planejamento, execução e avaliação de políticas públicas, por meio da combinação de dados e informações possibilitadas por meio de imagens de satélite da área urbana. “Com o georreferenciamento, teremos condições de disponibilizar informações importantes sobre as principais necessidades da população, como centros de saúde, escolas, drenagem, asfalto e outras benfeitorias”, explicou.

Com o geoprocessamento é possível, por exemplo, saber se os alunos matriculados na escola são moradores da vizinhança; concluir que há vagas disponíveis para crianças de outros bairros ou, constatar que há necessidade de ampliar a escola; prever interferências da escola no sistema viário. Até mesmo linhas de ônibus serão possíveis serem planejadas pelo georreferenciamento, no sentido de atender melhor o usuário.

No Brasil, quase todas as capitais e municípios mais populosos, explica a secretária, utilizam as ferramentas e mantém equipes dedicadas ao geoprocessamento. “Considerando que quaisquer ações da Prefeitura interferem no território, é natural que o geoprocessamento seja o principal instrumento de apoio à tomada de decisões, nas várias frentes de trabalho da administração municipal. Não tenho dúvida de que o georreferenciamento é uma das maiores ferramentas que a prefeitura tem para planejar a cidade”, concluiu a secretária Mirian Zacareli.

Sem chuva há 32 dias, hospitais lotam e cai nível da represa

Sábado passado de manhã vi uma senhora colocando fogo num monte de lixo, na calçada da sua casa, na avenida Américo Figueiredo e parei meu carro para chamar a atenção dele. E ela ficou bravo, disse que o problema era dela. Expliquei que o problema era meu e de milhares de sorocabanos que estão sofrendo com o tempo seco.

Depois, sábado à noite, saindo da zona norte em direção à zona oeste, passando pela baixada do Jardim Nova Esperança para ir ao Wanel Ville me deparei com uma névoa de fumaça sobre o bairro. Assustador. Coitadas das pessoas que estão submergidas naquele ar poluído.

O fato é que a falta de chuva significativa, segundo dados do Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) de Sorocaba, divulgados na tarde de hoje, completa 32 dias nesta segunda-feira (16 de julho).

A consequência nº 1 dessa estiagem é: as unidades de saúde estão lotadas. O padre Flávio Miguel, provedor da Santa Casa de Sorocaba, me disse que registrou o aumento de 40% de casos de pessoas com problemas respiratórios e gripe H1N1 na unidade. Nas outras 7 unidades de urgência e emergência da cidade, me diz a secretária da Saúde, Maria Elaine Pereira, o aumento foi de 35%.

A consequência nº 2 dessa falta de chuva é: a redução no nível na represa do Ferraz, de 40% de sua capacidade na semana passada, para menos de 20% no dia de hoje, ou seja, o abastecimento de água na região do Éden e Cajuru é grave.

A boa notícia é que apesar da redução gradativa, percentualmente os níveis nas represas que abastecem a ETA Cerrado estão estáveis, com 90% na represa Ipaneminha e a represa do Clemente praticamente cheia, já que existe o compromisso da empresa Votorantim Energia em liberar a água da represa de Itupararanga, para sempre manter estável o volume na represa do Clemente.

O que fazer

Primeiramente as pessoas devem se vacinar na rede pública, gratuitamente, contra a gripe, sarampo e poliomielite. Depois seguir uma higienização rigorosa das mãos. E o primordial: tomar muita água.

Para que não falte água, fazer o uso racional da água.

FOTO: Vista da linha do horizonte de Sorocaba mostra uma névoa de poluição cobrindo a cidade

Zé Franco: Sábio popular se vai, e ele era sua própria obra

Aos 95 anos de idade, o comerciante José Franco de Camargo, ou simplesmente Zé Franco do Mercado Municipal, morreu sábado por volta das 22h na Santa Casa de Sorocaba, onde estava internado há uma semana, e seu corpo foi enterrado no domingo às 14h30 no cemitério Memorial Park. Zé Franco sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral) há cerca de dois meses.

Zé Franco se tornou referência do Mercado Municipal e da venda de ervas medicinais, mas foi muito maior do que isso.

E quem explica a importância de Zé Franco é o secretário da Cultura da Prefeitura de Sorocaba, Werinton Kermes, num texto definitivo sobre essa referência de nossa cultura e com quem tive o privilégio de não apenas entrevistar como jornalista, ser parceiro quando ocupei rapidamente a pasta da Cultura, mas especialmente como amigo e frequentador do mercado onde ia, muitas vezes, só para jogar conversa fora com ele.

Assim se pronunciou Werinton:

Há dois tipos de conhecimento. Aquele formal e escolarizado, e outro que se aprende com a vida, o dia a dia, as experiências. Zé Franco era um sábio formado pela vida. Guardava um vasto conhecimento sobre ervas, sobre a alegria de viver, de conviver, compartilhar. Era um narrador da tradição, como descrito por Walter Benjamin (teórico da Escola de Frankfurt), aquele que sabe das coisas porque conhece profundamente o seu lugar de origem e a sua cultura, e experimentou a fundo a vida e as tradições daquele lugar.

José Franco guardava a memória da história sorocabana porque viu a ouviu sobre o nascimento da cidade, viu a cidade crescer e se transformar, foi parte, testemunha ocular de tudo isso. Conheceu até João de Camargo.

Nos seus mais de 90 anos vividos com paixão, imagine-se o quanto de histórias viveu, testemunhou e ouviu no mercado municipal.

Para este tipo de sábio, é mais contundente a perda… Pois o que ele sabia estava muito na esfera da memória oral, não registrada. Ele era o registro vivo. O que fica agora são os poucos registros audiovisuais, escritos, etc que se fez dele. E a história que as pessoas contarão que ouviram dele… Família, amigos, conhecidos. Quando morre um sábio da cultura popular, certamente é uma perda inestimável de história. Um acadêmico via de regra deixa uma obra, mesmo quando sua vida acaba. Um sábio popular se vai, e ele era sua própria obra.

“Zona Franca da Inovação de Sorocaba” já pode avançar

O Projeto de Lei nº 174/2018, de autoria do Executivo, aprovado pelos vereadores na última sessão do antes do recesso na semana passada, autoriza a Prefeitura de Sorocaba a conceder incentivos fiscais para as empresas, universidades e instituições de pesquisas, públicas ou privadas, instaladas nas áreas da Empresa Municipal Parque Tecnológico de Sorocaba. Na exposição de motivos do projeto, o Executivo observa que o Parque Tecnológico tem como objetivo o estímulo às atividades econômicas do município, por meio da ciência e tecnologia, e sustenta que 90% dos parques tecnológicos existentes no país dispõem de leis de incentivo fiscal, como os parques tecnológicos de Recife, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Campinas e Ribeirão Preto.

Poderão ser beneficiadas, pelo prazo máximo de 12 anos, empresas de base tecnológica, que prestem serviços estratégicos, ligadas à economia criativa, bem como as instituições de ensino superior e as instituições científicas e tecnológicas instaladas no Parque Tecnológico de Sorocaba. Os incentivos previstos são os seguintes: redução de 100% no valor do IPTU; redução de 100% no valor das taxas relativas a projetos de construção civil; redução de 100% no valor anual da Taxa de Fiscalização de Instalação; redução de 100% no valor do ISSQN, devido pelas obras de construção civil da respectiva empresa; redução de 60% no valor do ISSQN que incida sobre as atividades próprias da respectiva empresa; redução de 100% no valor do ITBI referente ao imóvel adquirido.

A vereadora Iara Bernardi questionou os motivos da Prefeitura conceder incentivo fiscal às empresas. O presidente do Parque Tecnológico, Roberto Freitas, utilizou a tribuna para explicar que o intuito é atrair empresas. Segundo ele, o parque fica distante da cidade e tem dificuldades para atrair investidores. “Essa ação é necessária para o desenvolvimento imobiliário de 800 mil metros quadrados que tem disponível na área externa do parque para desenvolvimento de laboratórios”, afirmou.

O projeto de lei foi aprovado com duas emendas da Comissão de Justiça para sanar ilegalidades apontadas pela Secretaria Jurídica da Casa. A Emenda nº 1 estabelece que a redução de 60% no valor do ISSQN que incida sobre as atividades próprias da respectiva empresa deverá respeitar a aplicação da alíquota mínima de 2%. Já a Emenda nº 2 determina que o ato de concessão dos incentivos deverá observar o artigo 14 da Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101, de 4 de maio de 2000), que determina que a concessão ou ampliação de incentivo fiscal deverá estar acompanhada de estimativa do impacto orçamentário-financeiro no exercício em que deva iniciar sua vigência e nos dois seguintes.

O que muda na prática

Em resumo, me explicou o secretário Roberto Freitas, com essa aprovação, ficou criada a “Zona Franca da Inovação de Sorocaba” e assim acreditamos que essa ação coloca o Parque Tecnológico de Sorocaba em novo patamar de desenvolvimento. Isso significa, me explica Freitas, que está dado um passo fundamental para a segunda fase do Parque Tecnológico. Assim, “projetamos como conquistas para 2018 a instalação de mais 3 laboratórios; a criação da Escola da Economia Criativa, a instalação do Laboratório FAB LAB (oficina Maker) a maior do Estado e o primeiro FabL público), o lançamento do Plano de Inovação de Sorocaba (início de agosto) e no último edital aberto, já são mais de 60 startups (empresas) interessadas em fazer parte do PTS”, celebra Freitas.

Blogueira de Sorocaba é indicada a prêmio Digital Influencer

Tatiana Romano, do blog e canal Panelaterapia, já acumula mais de 2 milhões de seguidores nas redes sociais está indicada para concorrer ao Prêmio Influency.me na categoria gastronomia e culinária, onde concorre com grandes nomes, como Bela Gil, Danielle Noce e Caio Novaes.

Nascida em Presidente Prudente, mas sorocabana de coração há mais de 14 anos, Tatiana Romano, ou Tati como é chamada pelos fãs que a acompanha nas redes sociais, em 2016, foi indicada ao Prêmio Influenciadores Digitais, quando ganhou destaque sendo vencedora da sua categoria através do voto popular.

Hoje, o blog, que envolve um público de diferentes faixas etárias, conta com mais de 460 mil seguidores no Instagram, mais de dois milhões no Facebook e quase um milhão no Youtube.  Do blog, surgiram três livros, sendo “Panelaterapia: Receitas para Aproveitar o Feriado” a obra mais recente.

Realizado pelos criadores do Prêmio Comunique-se, conhecido como o grande Oscar do jornalismo brasileiro, a primeira edição do Influency.me conta com 16 categorias, sendo apenas os 48 influenciadores mais votados que irão para a final. Outra novidade são os fãs, responsáveis por eleger os influenciadores digitais, e que irão concorrer a ingressos para a grande festa de premiação.

A votação teve início no dia 2 e segue até o dia 29 de julho. No dia 12 de setembro será a divulgação dos vencedores e a grande premiação. Para votar é preciso acessar o site influencyme.com.