Autor: Djalma Luiz Benette

Padre recebe Bolsonaro no mesmo dia da comenda Alexandre Vannucchi

O padre Flávio Jorge Miguel Júnior, diretor-presidente do Conselho de Administração da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Sorocaba, foi homenageado com duas comendas pela Câmara Municipal de Sorocaba: a Comenda Referencial de Ética e Cidadania, por iniciativa do vereador Engenheiro Martinez (PSDB), e a Comenda “Alexandre Vannucchi Leme” de Direitos Humanos e Defesa da Liberdade e da Democracia, por iniciativa do vereador Fausto Peres (Podemos). As honrarias lhe foram entregues em sessão solene presidida por Martinez e realizada no plenário da Casa na noite de quinta-feira, 20.

O curioso é que na tarde dessa festa, ocorrida à noite, o padre recebeu em sua casa a visita de Eduardo Bolsonaro que tem percorrido as cidades do Brasil fazendo campanha para o pai, o presidenciável Jair Bolsonaro, que segue internado após ter sido vítima de uma facada que quase lhe tirou a vida, duas semanas atrás.

Ironia do destino os dois fatos na mesma data. Alexandre Vannucchi Leme nasceu em Sorocaba e foi morto pela Ditadura Militar em 1973, a mesma Ditadura Militar enaltecida por Jair Bolsonaro. Quem não se lembra da fala dele quando do impeachment de Dilma? Na oportunidade cada parlamentar dizia uma frase para justificar o seu voto pela cassação de Dilma e Bolsonaro quis homenagear Carlos Brilhante Ustra, o único brasileiro declarado pela Justiça torturador na ditadura que ajudou a institucionalizar a prática no Brasil.

Quem foi Alexandre

Alexandre Vannucchi Leme, nascido em Sorocaba em 5 de outubro de 1950, havia sido preso pela Operação Bandeirantes pela sua participação ativa no grupo armado Ação Libertadora Nacional (ALN), que combatia a ditadura militar de então. De acordo com documentos da Comissão da Verdade, Alexandre foi visto pela última vez na USP, em 15 de março de 1973, quando assistia às aulas. Foi preso pelos agentes do DOI-CODI/SP em 16 de março de 1973, por volta das 11 horas. A morte de Alexandre foi justificada pelos torturadores, diante da acusação dos demais presos políticos, como tendo sido provocada por suicídio com auxílio de uma lâmina de barbear. Tal versão foi desmentida nos depoimentos prestados na 1ª Auditoria Militar, em julho de 1973, por outros presos políticos.Em 23 de março de 1973, quando os órgãos de segurança divulgaram sua morte, a versão apresentada era a de que Alexandre fora atropelado ao tentar fugir da prisão na rua Bresser, em São Paulo, quando era levado ao Hospital das Clínicas. conforme as notícias publicadas nos jornais A Gazeta e Jornal da Tarde.

Voto em homenagem a torturador

O deputado federal Jair Bolsonaro, ao votar pelo encaminhamento do impeachment da presidenta Dilma Rousseff para o Senado, dedicou seu posicionamento aos “militares de 64”. O parlamentar citou ainda o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, ex-chefe do Destacamento de Operações de Informação-Centro de Operações de Defesa Interna  (DOI-Codi), responsável por torturas durante o período da ditadura civil-militar (1964-1985). Sua atitude gerou revolta, indignação e deu início a trajetória que hoje lhe coloca como líder em todas as pesquisas na corrida eleitoral do mês que vem.

Padre poderia se poupar

Um leitor deste blog, que pede anonimato, não escondeu sua decepção com a atitude do padre Flávio: Veja que curiosidade. Justo hoje que ele foi homenageado com a comenda Alexandre Vanucci de Direitos Humanos, ele recebe um Bolsonaro? O padre Flávio poderia se poupar. E preservar-se disso. É muito delicada essa realidade, mas alguém tem que falar isso ao padre. Ele até pode receber o título, mas no mesmo dia receber aqueles que negam que houve a ditadura! Que tempos estranhos! O padre, o missionário e os reacionários.

Padre diz se espelhar em Jesus

Enviei ao padre Flávio a foto acima, postada em rede social por partidários de Bolsonaro em Sorocaba. Nela estão o padre, Eduardo Bolsonaro e outros membros de seu partido, além do vereador Rodrigo Manga, presidente da Câmara, que articulou a ida de Bolsonaro até o padre.

Perguntei ao padre se ele estava levando muita bordoada por ter recebido o Bolsonaro e ele disse: “Não, suave”.

E justificou: “Não serei arbitrário e intolerante com ninguém. Como Jesus acolho com amor! O que você nunca ouvirá será eu falando: vote neste ou naquele”.

Na homenagem, fala de fraquezas humanas

Na solenidade da Câmara, quando recebeu as duas comendas, ao agradecer as homenagens recebidas, o Padre Flávio afirmou: “O país, a igreja e todas as instituições que se encontram em crise, inclusive a instituição familiar, já passaram ao longo da história por momentos difíceis, mas todas as crises foram passageiras”. E acrescentou: “O pessimismo é bom para derrubar o excesso de otimismo. Toda família, igreja, empresa, estado, sempre deve ter um pessimista, mas apenas um. O pessimista nos coloca com o pé no chão, mas não faz nada para resolver o problema. A sociedade para existir precisa ser otimista e para continuar existindo precisa também do pessimista”.

Padre Flávio também fez um chamamento à responsabilidade individual: “Na cultura atual, as pessoas tendem a fugir de suas responsabilidades, como se não fizessem parte do problema. É o que se observa em frases hoje tão presentes: ‘brasileiro não sabe votar’ ou ‘brasileiro é atrasado’. Há nesse caso duas hipóteses: ou não sou brasileiro ou não sei votar. As coisas começam a mudar, quando começamos a dizer ‘eu’, quando as pessoas, num comportamento ético, passam a entender que também fazem parte do problema”.

Para Padre Flávio, “ninguém pode se considerar vacinado contra as fraquezas humanas” e defendeu a mudança de comportamento de cada um: “A verdade sobre nós mesmos é a grande questão que devemos ter coragem de levantar. Com certeza, esse é o grande drama do Brasil: nesses 30 anos da nossa Constituição, falou-se, e ainda se fala muito, dos direitos, mas pouca ênfase é dada aos deveres do cidadão. O desequilíbrio num desses pontos coloca em risco a harmonia social”.

Padre Flávio disse, ainda, que não tem formação como gestor hospitalar, uma vez que sempre atuou como professor, e considera que seu trabalho à frente da Santa Casa é uma missão divina. E pedindo a seus pais, presentes à solenidade, que ficassem de pé, afirmou: “Aprendi direitos humanos com meus pais. É com a família, a primeira escola, que a gente aprende a respeitar o próximo”. E lembrou que seus pais sempre acolheram todas as pessoas, sem discriminar ninguém. Por fim, sempre acompanhado pelo violão de Nenê Barbosa, Padre Flávio concluiu: “Não nos esqueçamos que somos também cidadãos do Céu e tal cidadania recebemos no batismo, chamados a construir a civilização do amor”.

Festa de correligionários de Bolsonaro em Sorocaba termina em racha

O evento realizado em Sorocaba para homenagear o presidenciável Jair Bolsonaro – como o próprio nome diz – deveria ter sido de homenagem, enaltecimento, congraçamento em torno do presidenciável que se recupera da facada que levou e colocou em risco a sua vida. Deveria porque terminou em racha e as pessoas com as quais conversei deixaram bastante claro que o responsável foi o candidato a deputado estadual Danilo Balas.

“O descontrole emocional era visível quando o candidato passou aos seguranças que todos os candidatos e autoridades presentes deveriam subir ao palco, menos o candidato a deputado federal pelo PSL de Sorocaba Dr Vinícius Rodrigues”, me contou um dos participantes.

Com sua família presente ao evento, “Vinícius Rodrigues ficou visivelmente entristecido pelo ocorrido, não reagiu em momento algum e lamentou a atitude desagregadora do colega de partido”, me contou uma outra.

“Pessoas que acompanhavam esse papelão no canto do palco viram o candidato Danilo Balas e sua assessoria aos berros e empurrões contra Vinicius”, me relatou um outro participante do ocorrido.

O candidato ao senado Major Olimpio estava visivelmente desconfortável no palco, insistia com Danilo para não causar esse mal a imagem do partido, sem sucesso.

O vereador Rodrigo Manga, presente no evento, tentou intermediar a situação e também foi vítima dos gritos de Danilo Balas.

“E a multidão cega e gritando mito não percebia a desunião interna”, finalizou uma outra pessoa sobre o ocorrido.

A consequência do fato é que “correligionários do partido afirmaram que o ocorrido deve culminar com a impugnação da candidatura de Danilo Balas e a expulsão do mesmo do PSL, visto que foi dado espaço para candidatos de outros partidos enquanto o candidato do PSL foi proibido caracterizando infidelidade partidária praticada por Danilo Balas”.

Nega responsabilidade

Danilo Balas, sorocabano, policial federal, é professor de tiro de Eduardo Bolsonaro, filho do presidenciável. Num vídeo postado em página do Facebook, o grupo chamado “Direita Sorocabana” afirma que o “Agente Federal Danilo Balas acaba de gravar um vídeo alegando que não foi ele o responsável por proibir nosso candidato Dr Vinicius Rodrigues de participar no evento de ontem junto aos demais candidatos locais, inclusive de outros partidos”.

Falta com a verdade

Porém, o grupo “Direita Sorocabana” contesta mostrando um outro vídeo explicando que nele “é possível ver Danilo ordenando ao seu segurança Montanha que não deixasse nosso candidato (Vinícius Rodrigues) subir, enquanto ainda o ofende como “sem vergonha”. E vai mais além: “Danilo promoveu um ato deplorável ontem, e promove outro hoje faltando com a coragem mínima de assumir seu erro e pedir desculpas publicamente a todos os patriotas pelo seu comportamento”. Eles concluem: “Até quando Balas vai faltar com a verdade?”

FOTO: Na foto que ilustra essa página está Danilo Balas de punho cerrado no evento do PSL e um candidato a deputado federal de outro partido ao fundo. Vinícius Rodrigues é o candidato impedido de falar

Um ano após reassumir o cargo, prefeito vive lua de mel com vereadores

O prefeito Crespo, acompanhado do secretário de Relações Institucionais e Metropolitanas, Flávio Chaves, e do Chefe de Gabinete do Poder Executivo, Alexandre Robim, foi até a Câmara de Sorocaba, na tarde de quinta-feira (20 de setembro), para um bate-papo com o presidente da Câmara, Rodrigo Manga, e com os vereadores, com o objetivo de debater políticas públicas em diversas áreas.

Este, exatamente, é o texto enviado pela assessoria do prefeito Crespo à imprensa para anunciar à comunidade o evento da agenda do prefeito.

Algo absolutamente singelo e normal na vida de qualquer cidade, certo? Não no caso de Sorocaba.

Ex-vereador, desde quando assumiu o cargo de prefeito Crespo teve uma postura de isolamento no Palácio dos Tropeiros. Ao invés de dialogar, despachava seus projetos aos vereadores. Ao invés ser transparente e dar ciência de seus atos, projetos e intenções, Crespo simplesmente agia sozinho.

A primeira vez que percebi o modo inusitado do prefeito, logo nos primeiros dias de seu governo, foi quando da “inauguração” de uma das portas do Paço Municipal que ficou fechada por longos anos dos governos do PSDB. Havia um simbolismo no que fez Crespo, mas sem saber se portar, me pareceu mais uma ação do personagem de Odorico Paraguaçu na novela Sucupira, exibida nos anos 70, na TV.

Após esse ato vieram outros num comportamento cada vez mais esdrúxulo: dar a chave da cidade (que ele próprio confeccionou em madeira e pintou) à vice, quando viajou com seu partido para a Alemanha; até trocar a fechadura da sala da vice, impedindo-a de entrar no Paço, no auge da briga com ela após sua segunda viagem, dessa vez à Fátima, em Portugal.

A imagem que o prefeito construiu para si nos primeiros seis meses de governo vai perseguí-lo até o final de sua vida pública. É bem provável que consiga a proeza de ter seu governo aprovado e a sua figura reprovada se não fizer nada para modificar isso. O fato é que exageros são de sua personalidade e um exemplo recente foi afastar a diretora de uma escola por ela ter se recusado a desfilar na data cívica e ter que engolir o contrário após a decisão da justiça. Tem, ainda, o episódio em que foi fiscalizar uma linha de ônibus na periferia e ter discutido rispidamente com o motorista.

Secretários de sua confiança dizem que Crespo parece o médico e o monstro, ou seja, no comando da prefeitura e do governo é de uma capacidade digna de admiração, mas quando fala de improviso se porta como alguém absolutamente despreparado. Um outro me disse assim: Crespo chega a ser brilhante em questões de gestão, mas do ponto de vista da inteligência emocional fica perto da burrice.

Seja como for, desde que o ex-prefeito Flávio Chaves chegou ao governo, Crespo tem tido paz. A sua relação com a Câmara de Vereadores e com cada parlamentar nunca foi tão boa. Ao contrário do constante stress que vivia em razão de articulações e ações de vereadores, agora vive no que interpreto como lua de mel com a Câmara. Algo absolutamente inimaginável há um ano quando foi cassado em 24 de agosto de 2018 ou quando retornou ao cargo no dia 5 de outubro de 2018.

Às vésperas de celebrar o seu retorno de um ano ao cargo, o prefeito inicia neste sábado as obras do BRT, teve participação efetiva na inauguração de uma nova fábrica na cidade (leia postagem anterior) e tem uma extensa agenda de ações de governo. Mesmo assim, ainda, sua imagem é a mesma dos seus primeiros atos de governo, ou seja, de desgaste perante a opinião pública.

Essa sensação aparece em dados do Indsat, empresa que afere o índice de satisfação da população em cidades paulistas. Veja o que diz a empresa: O governo de José Crespo (DEM) é considerado o pior entre as 10 maiores cidades do Estado de São Paulo. A Administração Pública de Sorocaba foi reprovada por 55% dos entrevistados e recebeu Baixo Grau de Satisfação. O levantamento foi realizado pela Indsat durante o 1º trimestre de 2018. Apenas 7% dos moradores avaliaram positivamente o governo de Crespo. Do total, 38% responderam que a gestão do prefeito é “regular”, 21% classificaram-a como “ruim” e 34% disseram que é “péssima”.

Encontros como este (foto) na Câmara, onde fica evidente que está selada a paz entre os poderes, podem fazer bem à imagem do prefeito, com certeza mal na faz.

Dançando com o fascismo! Ou: Jornalista com viés de esquerda!

No dia em que a revista britânica “The Economist” – considerada por muitos como a bíblia do liberalismo econômico – exibe na capa de sua mais recente edição o candidato à presidência da República Jair Bolsonaro como sendo “a última ameaça da América Latina”, recebo um recado, de uma querida amiga, militante fervorosa do PT, jornalista e sindicalista bem sucedida, me chamando a atenção para a forma respeitosa como trato o candidato Bolsonaro na coluna O Deda Questão que vai ao ar diariamente no Jornal da Ipanema, pela manhã, e no Flash News, no período da tarde, ambas na rádio Ipanema (FM 91.1Mh).

Minha amiga se irrita de eu tratar Bolsonaro como uma pessoa “normal” e chama a minha atenção: “Dançando com o fascismo, Deda! Cuidado com o pisão no pé!”

Sou crítico de Bolsonaro há anos e, sinceramente, nunca entendi que ele tivesse força para reunir em torno de si o chamado antipetismo que mobiliza parcela significativa da sociedade brasileira. Por ser crítico, chego a ser perseguido nas redes sociais por militantes cegos e ouvintes radicais que não se cansam de me acusar de esquerdopata, petista, lulista, comunista, socialista e outros istas.

Para entender esse sentimento contraditório que tenho despertado nos ouvintes pró-PT e pró-Bolsonaro, pedi a um amigo, que se tornou nas últimas semanas defensor fervoroso de Bolsonaro, uma reflexão sobre a forma como os adversários, e agora a revista The Economist, enxergam Bolsonaro como sinônimo do fascismo. Esse amigo é empresário bastante bem-sucedido e professor universitário por paixão.

Ao trazer a crítica do PT e da revista The Economist, e a defesa feita por esse bolsonarista amigo, acredito ser essa uma maneira de se entender o que está acontecendo com o eleitor neste momento do Brasil.

O que diz a revista

A The Economist, em resumo, efetua uma análise do presente momento vivido pelo Brasil e declara que “a economia é um desastre, as finanças públicas estão sob pressão e a política está completamente podre”. E, por fim, tece uma comparação entre o presidenciável Bolsonaro e o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, opinando que “se a vitória for para Bolsonaro, um populista de direita, o Brasil corre o risco de tornar tudo pior”. Trecho da opinião da revista afirma: “Bolsonaro, cujo nome do meio é Messias, promete a salvação; na verdade, ele é uma ameaça para o Brasil e para a América Latina”.

O que diz a petista

Minha amiga, a militante fervorosa do PT, me diz: “Escrevo a você sobre como você trata o Bolsonaro. Acho que a consciência é de cada um. Mas, para mim, é como tratar Hitler e Mussolini como seres humanos. Assim como na Itália, que após a Operação Mãos Limpas subiu ao poder o que existia de mais aterrorizante na sociedade, aqui a Operação Lava Jato parece ter “dado vida” às viúvas da ditadura e ao que há de mais repugnante no ser humano”. E ela finaliza chamando a minha atenção: “Dançando com o fascismo, Deda!! Cuidado com o pisão no pé!”

O que diz o bolsonarista

Meu amigo, o militante fervoroso de Bolsonaro, me diz: “Acho que você, Deda, tem um viés socialista sim, preocupado com o cidadão menos favorecido etc etc. Mas vejo você também interessado num estado mínimo. Se olharmos para o atual PT, você decididamente não é um PTista.

Eu não sei exatamente o que é ser petista. Já foi claro isso no passado, mas desde o momento que boa parte do PT adotou práticas fisiológicas e até corruptas, as principais características do PT se perderam. Quais eram? A defesa do trabalhador, o forte viés social, a seriedade e crítica ferrenha aos corruptos.

Aliás, não vejo hoje um partido com as suas características de pensamento sobre a economia e a sociedade. Não é porque você quer algo impossível, mas porque a situação atual dos partidos pós operação mãos limpas tupiniquim deixaram eles absolutamente desmoralizados. Como ser socialista e roubar o dinheiro de impostos?

Sobre o outro ponto: não acho que o Bolsonaro seja o fascismo, e explico: Fascismo, por definição, é uma forma de radicalismo político, autoritário e nacionalista. Nacionalista já disse ser o Ciro por exemplo. Nacionalismo é uma forma de aproximação e identificação com uma nação. O país precisa disso, os USA e a França são nacionalistas. O que não é bom é o nacionalismo extremado, aquele que mantém sua economia fechada por exemplo, e isso o país já é um pouco. País burocrático, caro, muitos impostos etc etc. Tudo isso afugenta outros países de fazer negócio com a gente. Somos o país número 25 em comércio exterior. Que nacionalismo pode ser pior que isso? França e USA são nacionalistas na forma de se identificar com o país, mas não na economia.

Falando agora do candidato, um deputado federal, já várias vezes eleito pelo povo, não mostra nenhuma característica autoritária, muito pelo contrário, acho ele um boa praça, brincalhão, que as vezes perde a medida é exagera. Não está envolvido em casos e corrupção, não tem contra ele condenações por atos autoritários ou agressões físicas que seja. Ele tem limitações culturais é verdade, mas tem a disciplina e ética que o país precisa recuperar e difundir.

Quanto ao medo de um eventual governo Bolsonaro? Bom, cachorro mordido de cobra tem medo até de linguiça. Tenho medos de todos estes candidatos que estão aí, cada um deles por razões parecidas ou diferentes.

Porém de todos os atuais candidatos, o Bolsonaro é o que me dá menos medo. Como administrar, por exemplo, com o Valdemar da Costa Neto num partido (caso de Alckmin)? Como ser governado por um presidente que terá que ir a um presídio receber instruções do seu guru (caso de Lula)? Como ser governado por um candidato como o Ciro, completamente destemperado?

Nem que seja por exclusão, Bolsonaro é o menos ruim.

Tenho medo de um novo presidente do eixo PT-PSDB-MDB-PDT, que ao ganhar, mais uma vez terá o ódio de pelo menos 50% dos eleitores, que já estão furiosos desde 2014.

O Bolsonaro é limitadíssimo culturalmente, e certamente será ridicularizado pela imprensa como foi o Itamar por exemplo, mas não vejo riscos institucionais.

Riscos e medos existem hoje, com um presidente envolvido em alguns casos sérios de corrupção.

Ele vai colocar 3 ou 4 Generais como ministros, mas ele sabe que tem uma oportunidade única de colocar esse país nos trilhos. Não vejo nele traços de um psicopata, mas sim de um bobalhão que estava no lugar certo, na hora certa, e com o apoio das forças armadas, que é uma instituição adotada pelo povo no mundo todo, num país carente de ética e civilidade.

Multinacional suíço-sueca amplia atuação na fábrica de Sorocaba

A nova fábrica da ABB, no complexo da companhia multinacional suíço-sueca, em Sorocaba, foi inaugurada na manhã de hoje com a presença dos empreendedores e prefeitura de Sorocaba. Com investimento local da ordem de R$ 20 milhões e a geração de 250 novos empregos, a nova estrutura da empresa, que é líder na oferta de soluções digitais para indústria e energia, tem como finalidade a fabricação e customização de painéis de baixa e média tensão.

Potencial de Sorocaba

O prefeito Crespo, em seu discurso, destacou a importância da empresa ABB dentro do cenário internacional e, sobretudo, para a economia de Sorocaba e do País. O prefeito apresentou dados e indicadores sobre os aspectos econômicos e sociais de Sorocaba, sendo a 19º maior PIB do Brasil e que possui um dos maiores polos industriais do País, além de contar com um Parque Tecnológico, que vem se tornando cada vez mais referência em desenvolvimento de tecnologia e inovação.

Para o prefeito, a instalação reforça a tendência de desenvolvimento do interior paulista. “Temos realizado um amplo trabalho no sentido de criar ações e projetos que incentivem a vinda dessas unidades em território sorocabano,” declarou e completou: “Um dos legados que esse governo também pretende deixar é a intensificação das políticas de parcerias. Não há mais que diferenciar o público do privado. Por isso, estamos ampliando as parcerias, para que a cidade venha se desenvolver e garantir, cada vez mais, qualidade de vida à população de nossa querida Sorocaba.”

Importante pólo paulista

O presidente da ABB Brasil, Rafael Paniagua, não poupou elogios à infraestrutura e qualidade de vida que Sorocaba oferece. “Sorocaba é um dos mais importantes polos industriais do Estado e apresenta excelentes condições de mercado e infraestrutura. Com este novo investimento, a ABB reforça sua aposta no Brasil e fortalece a atuação local e para a América do Sul com a nova linha de produção para painéis industriais. Além disso, a nova unidade nos deixa melhor posicionados para contribuir com os investimentos em infraestrutura, em especial aqueles orientados para as tecnologias do futuro, como mobilidade elétrica, energia solar e eólica, tão essenciais para as cidades inteligentes”, afirmou Rafael Paniagua.

Imune à crise

Já o secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedeter), Robson Coivo, destacou que apesar da crise na economia, o município continuou crescendo e atraindo empresas. “Só temos motivos para ter orgulho da diversidade e qualidade de nossas empresas. Sorocaba está na vanguarda da atratividade de novos investimentos”, disse o secretário.

Empresa com 150 mil funcionários

O grupo ABB opera em mais de 100 países e emprega em torno de 150 mil funcionários. A história da ABB no Brasil começou a ser escrita em 1912, quando a empresa forneceu os equipamentos elétricos para um dos cartões postais do País, o Bondinho do Pão de Açúcar. Em 1970, também esteve presente na implantação de 50% das turbinas geradoras e no fornecimento de grande parte dos equipamentos elétricos da usina hidrelétrica de Itaipu.

Atualmente, a ABB no Brasil tem aproximadamente três mil funcionários e sua estrutura contempla cinco plantas industriais, escritórios regionais, além de unidades de serviços e é a maior fornecedora de motores e drives industriais, a maior fornecedora de geradores para indústria eólica e de redes de energia do mundo. Em Sorocaba a ABB iniciou sua operação em 2014, sendo que o complexo da unidade está localizado na rodovia Senador José Ermírio de Moraes, km 11, e produz motores, geradores, sistemas de acionamento, eletrocentros e linhas de interruptores e tomadas.

Quem esteve presente

A solenidade de inauguração contou com a participação de diversas autoridades, entre os quais o presidente da ABB Brasil, Rafael Paniagua; do secretário de Políticas Digitais do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Thiago Camargo Lopes; do subsecretário de Energia Elétrica da Secretaria de Estado de Energia e Mineração de São Paulo, Henrique de Souza Ferraz; do diretor-executivo da Câmara de Comércio Sueco-Brasileira, Jonas Lindstron; diretor de investimentos da Investe SP, Sérgio Costa, além do secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedeter), Robson Coivo. A Secretaria de Relações Institucionais e Metropolitanas (Serim) foi representada pelo chefe de Apoio Institucional, Ivan Flores, assim como o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), o coordenador especial, Samio Silva. A solenidade contou ainda com a presença do cônsul-geral da Suíça em São Paulo, Urs Brönnimann.

CDHU avança para cumprir compromisso social com mutuário

O presidente da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano), engenheiro Humberto Emmanuel Schmidt, comandou na manhã de hoje em Sorocaba a solenidade de entrega de 166 títulos de propriedade para famílias do residencial Recreio dos Sorocabanos (Sorocaba K), que é de 2005. Essa medida é a demonstração de que a nova equipe da companhia, que assumiu o comando há menos de três meses, em cumprir com o compromisso social com o mutuário.

O presidente da Câmara Municipal de Sorocaba, vereador Rodrigo Manga, que conhece de perto a realidade das famílias do local, também esteve na solenidade, assim como o gerente regional da CDHU (que é este colunista); e do secretário municipal de Habitação, Fábio Camargo.

Realização de um sonho

A senhora Josefina, esposa do munícipe Jorge Machado Oliveira, foi a primeira a receber o título de propriedade, que lhe foi entregue pelo presidente do Legislativo sorocabano. “A entrega das escrituras é um sonho das famílias que se concretiza. Com o recebimento da escritura, a família passa a ter mais autonomia sobre o seu apartamento”, enfatizou Rodrigo Manga, acrescentando que a casa própria é um alicerce da própria cidadania.

O senhor João Alves, de 70 anos, recebeu a escritura em nome de seu filho, Manuel Alves, de 50 anos, que estava trabalhando, e deu um testemunho da importância da casa própria ressaltada pelo presidente do Legislativo: “Estou muito feliz. Agora meu filho tem a garantia de que vai morar no apartamento que é dele mesmo”. O apartamento recebido pelo senhor João Alves, a exemplo dos demais, tem 51 metros quadrados e, em face disso, terá isenção de IPTU e de ITBI.

Isenção de IPTU

Em conversa com o presidente da CDHU, Humberto Schmidt, Rodrigo Manga enfatizou que a entrega da escritura é o primeiro passo. “Agora, é preciso garantir melhorias nos conjuntos habitacionais da CDHU. O Estado precisa buscar parcerias para viabilizá-las, inclusive por meio de medidas legislativas, como a que estamos propondo no âmbito da Câmara de Sorocaba e que pode servir de modelo para outros municípios”, enfatizou. Manga é autor do Projeto de Lei 236/2018, que tramita na Casa, visando ampliar a isenção do IPTU para famílias proprietárias de apartamentos em áreas de interesse social, como os da CDHU.

“Atualmente, em Sorocaba, somente os apartamentos construídos em área de interesse social com até 54 metros quadrados são isentos de IPTU, desde que seu valor venal seja inferior a 60 mil reais. Ocorre que, em áreas de interesse social como Parque da Mata, Altos do Ipanema e Bem Viver, os apartamentos são de 57 metros quadrados e não se enquadram na isenção, inclusive porque seu valor venal, em 1º de janeiro deste ano, já era de 73 mil reais. Por isso, estou propondo que sejam isentos de IPTU imóveis até 70 metros quadrados com valor venal inferior a 74 mil reais”, explica Manga. O projeto, segundo o vereador, irá beneficiar todos os imóveis da CDHU em Sorocaba.

Ações na região

Além das 166 escrituras entregues em Sorocaba, foi dada a ordem de serviço para 127 moradias em Piedade, 68 casas em Pilar do Sul e mais 120 unidades em Torre de Pedra, todas na região administrativa de Sorocaba. Segundo a CDHU, já foram entregues 8.794 habitações de interesse social na região, com investimentos da ordem de R$ 325 milhões.

“Bandido que levanta arma contra a polícia tem que ser morto…se necessário”

O prefeito Crespo foi pego de surpresa na manhã de hoje na rádio Cruzeiro FM quando, ao vivo, foi convidado a ocupar o microfone para falar sobre a homenagem ao PM Saulo Chrischner Lopes que matou 2 bandidos durante tentativa de assalto no Jardim Astro, na rua de um mercado do local, na noite de terça-feira, onde a vítima foi advogado Eric Rodrigues Vieira, secretário do Gabinete Central da Prefeitura de Sorocaba.

O prefeito foi pego de surpresa porque quem dava entrevista naquele momento era o candidato a vice-governador, Rodrigo Garcia, que veio a Sorocaba para fazer campanha da sua chapa. Quando se falava de segurança, o jornalista Fábio Andrade convidou o prefeito para discorrer sobre o episódio da tentativa de assalto, da morte dos jovens e da homenagem ao soldado que os matou.

Assim, literalmente, se posicionou o prefeito: “O que aconteceu ontem foi um exemplo saudável, muito positivo, de um policial que nunca deixa de ser policial, mesmo à paisana. Mesmo estando em folga ele deve andar armado, pois sofrem ameaças do crime organizado. Esse policial cumpriu o seu dever. Ele é policial 24 horas por dia. E nesse caso felizmente os bandidos… (prefeito interrompe o próprio raciocínio).” Em tom mais enfático, prossegue o prefeito: “O bandido tem que ir para a cadeia, mas o bandido que levanta a arma contra a autoridade investida e treinada tem que ser morto (nesse momento o prefeito faz uma breve pausa e completa) …se necessário. E foi o que aconteceu”.

O prefeito concluiu dizendo: “Nós faremos hoje uma homenagem ao Saulo que cumpriu o seu dever. Queremos que todos os demais policiais ajam como ele e não se sintam intimidados por uma corrente ideológica que prega até o fim das polícias, uma libertinagem total. A sociedade não aguenta mais”.

Nesse momento a entrevista é retomada com Rodrigo Garcia e não há, portanto, nenhum comentário ou questionamento da fala do prefeito.

Quem se interessa em saber como “nascem” bandidos e mudar essa história

Foi de susto e um certo mal-estar a minha primeira reação ao ouvir a certeza do prefeito Crespo sobre o fato dos bandidos serem mortos – leia a postagem anterior para entender.

Volto a dizer, Crespo foi pego de surpresa. Ele não estava no estúdio da rádio para dar entrevista, pois acompanhava o presidente do seu partido que é candidato a vice-governador na eleição do mês que vem. Mas era oportuno ouvi-lo e por isso agiu bem o jornalista Fábio Andrade em questionar o prefeito.

O fato é que a morte e a vida não são acontecimentos que devam estar sob a responsabilidade de quem tem o dedo num gatilho.

Durante a homenagem ao soldado Saulo, no gabinete do prefeito na tarde de hoje, gostei de ouvir do comandante da Polícia Militar, coronel Antônio Valdir, que não houve a intenção ou foi o objetivo do soldado Saulo matar ninguém, mas que a morte foi consequência da decisão dois assaltantes de terem reagido a voz de prisão. Gostei, também, em saber que será oferecido todo o amparo psicológico ao Saulo. É importante que ele, assim como qualquer policial, saiba que a farda, a arma e o fato dele estar investido de autoridade do Estado requerem responsabilidade sobre a vida de outra pessoa para a decisão de atirar.

Espero que alguma autoridade, que seja um deputado ou vereador, por exemplo, se interessem em saber quem são os dois mortos. Algo além do fato de serem Lucas Carlos Afonso, 23 anos, tinha registro na polícia por tráfico de drogas, e Steve Wender de Oliveira, 41, por danos ao patrimônio.

É importante que a sociedade saiba quem arrisca a vida, além dos policiais que estão em serviço, também, neste caso, dos dois mortos: eles tiveram colo quando bebês? Tiveram uma família presente? Tiveram atenção, acolhimento e sentimento de pertencimento na primeira infância?

Não estou defendendo bandido, entendam! Ao contrário, estou defendendo a vida, a sociedade e a compreensão de que a bandidagem só estará perto do fim se as pessoas tiverem o sentimento de pertencimento, primeiro dos pais, depois da família, da igreja, da escola. Se a sociedade não se preocupar com essas questões, novos bandidos continuarão nascendo. Não digo que isso acabe com a bandidagem. Obviamente que ainda assim haverá gente má, mas seguramente em grau bem menor.

Por fim, provoco: Enquanto o policial Saulo recebia o brasão de Sorocaba no Palácio dos Tropeiros, cercado pelas principais autoridades (prefeito, comandante da Polícia Militar, da Polícia Civil, representante da Câmara de Vereadores, secretários municipais, imprensa…) quem chorava a morte dos dois bandidos mortos?

Confesso que não me faz bem, pessoalmente, uma sociedade homenagear um policial sem ter a preocupação, na mesma proporção, em saber quem foram os mortos para tomar as medidas necessárias para que se evite que novos jovens caiam na criminalidade.

Ninguém é bom de nascença. Ninguém é mau de nascença. Ser do bem ou do mau não é genético, portanto. É cultural e sendo cultural toda a sociedade tem seu nível de responsabilidade, especialmente os governantes.

Há casos escabrosos de violência em Sorocaba: uma amiga, grávida de 7 meses, me contou o terror que passou sob a mira de uma faca de um rapaz que entrou no seu carro quando ela estava no semáforo da avenida Dom Aguirre, perto da ponte de Pinheiros, há duas semanas. Meu impulso ao ver o estado de fragilidade emocional da minha amiga, ainda abalada pelo risco que correu, era de matar quem fez isso. Ainda bem que é impulso e há racionalidade e há crença nas instituições do Estado para que isso se resolva. Não há outro caminho na civilização.

“Polícia não tem intenção de matar ninguém, mas proteger cidadão do bem”

“Venho pelo presente manifestar os meus mais sinceros agradecimentos ao Soldado da Polícia Militar, Sr. Saulo Chrischner Lopes, do 7° Batalhão de Sorocaba, na manutenção da ordem pública, inspirado no mais absoluto respeito à vida, à integridade física e à dignidade da pessoa humana. Declaro para os devidos fins e a quem possa interessar que reconheço os bons serviços prestados com lealdade, constância e valor deste policial exemplar”.

Estas foram as palavras escolhidas pelo prefeito Crespo para o documento de Declaração Pública de Louvor entregue a Saulo, durante a homenagem prestada ao PM, que agiu de forma honrosa em defesa da sociedade, durante uma tentativa frustrada de assalto, na noite desta terça-feira (18).  Autoridades das Polícias Militar e Civil, parte da equipe da Força Tática, a primeira-dama e presidente do Fundo Social de Solidariedade, Lilian Crespo, e secretários municipais também participaram da cerimônia, que foi aberta à imprensa.

A vítima, o secretário do Gabinete Central, Eric Vieira, reencontrou o policial e lembrou dos momentos de tensão que viveu. “Eu queria primeiramente agradecer ao Saulo por me garantir a vida. Eu nunca me imaginei passar por esta situação, só quem vive isso sabe como é terrível se sentir incapaz. Saulo teve atuação exemplar, obrigado”, disse, emocionado, Eric Vieira.

Formação da polícia

Para o comandante da Polícia Militar, Coronel Antonio Valdir Gonçalves Filho, reconhecer o trabalho dos profissionais que atuam na Segurança Pública da cidade e esta parceria com o Poder Público são importantes para fortalecer o trabalho do combate à criminalidade. “O policial tem formação e capacitação para agir como o Soldado Saulo fez, as pessoas não imaginam a dificuldade que é uma ação destas.  A polícia não tem a intenção de matar ninguém, não é para isso que somos formados, mas devemos proteger o cidadão do bem. Agora, o Saulo fará uma avaliação psicológica e vai passar por todos os procedimentos necessários para assim poder voltar ao trabalho”, disse Antonio Valdir.

O ato heroico também foi elogiado pela Polícia Civil, no discurso do delegado do Deinter7, José Aparecido Sanches Severo. “Este policial é um verdadeiro policial está no sangue, merece esta homenagem. Também quero destacar aqui que este ato vindo do nosso prefeito, é importante para que a gente trabalhe mais fortalecido. O prefeito José Crespo é o responsável pelo trabalho integrado entre nós da Polícia Civil e Militar”, relatou.

Representando os moradores de Sorocaba, Lilian Crespo entregou um brasão da cidade e ressaltou o cumprimento do papel do profissional da PM. “Quero parabenizá-lo pelo ato e principalmente pelo atendimento ao cidadão Eric, pois mesmo ele não sabendo quem era a vítima, ele arriscou sua vida”, lembrou ela.

Homenageado como herói

O último a se manifestar foi o herói Saulo. Mesmo tímido, ele agradeceu o reconhecimento e orientou as pessoas a nunca reagirem a um assalto.  “Fico feliz em ver o Eric bem. Agradeço aos meus comandantes e ao prefeito este ato e lembro que nós somos treinados para reagir ao assalto e essa é nossa conduta, mas espero que as pessoas façam como o Eric fez e nunca tentem combater este tipo de crime, confiando na polícia militar este papel”, finalizou ele.

Entenda o caso

A tentativa frustrada do assalto ocorreu na noite desta terça-feira (18), Zona Leste da cidade.  O soldado Saulo, da Força Tática de Sorocaba, que atua há 8 anos na corporação, seguia pela avenida São Paulo quando percebeu uma atitude suspeita dos dois suspeitos em uma moto.  Os homens seguiram em direção ao mini mercado no bairro Jardim Astro e esperaram a primeira oportunidade para agir. Saulo acompanhava há alguns metros de distância. O secretário do Gabinete Central, Eric Vieira, saia das compras e foi surpreendido com a arma voltada para a cabeça e, sem reagir, entregou a chave do carro e voltou ao mercado. O policial esperou o momento exato para render os suspeitos, houve troca de tiros e os homens que tentavam o assalto foram baleados. Depois levados ao hospital, não resistiram. Nenhuma vítima se feriu.

Sindicato acusa prefeito de terceirizar educação para pagar campanha

Salatiel Hergezel, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Sorocaba, divulgou na noite de domingo passado entre os seus contatos uma página de enquete na rede social Facebook perguntando quem é a favor ou contra a terceirização dos serviços públicos da Prefeitura de Sorocaba. Ele divulga números e celebra que 97% é contrário a medida.

Salatiel, se dirigindo aos funcionários públicos, afirma: “Somos um ‘exército’ de pessoas honestas, de caráter, prontas para servir a população é capaz de derrotar ou eleger os políticos de nossa cidade”.

Num outro trecho, Salatiel acusa: “a terceirização é uma forma (do prefeito) dar a contrapartida aos apoiadores de campanha” (…), ou seja, “(a terceirização gera) contratos que possam desviar o dinheiro público”.

Por fim, Salatiel defende: “estaremos 24 horas por dia, 7 horas por semana atentos a qualquer ação do governo que nós retire direitos”.

Resumindo: para o sindicato, a terceirização dos serviços de educação tem unicamente a intenção do prefeito em desviar dinheiro público para quem lhe ajudou a ganhar a eleição. É uma total desconfiança das intenções e ações do prefeito. Não há, nas argumentações do sindicalista, qualquer espaço para compreender o que leva o prefeito Crespo a decidir pelo que está decidindo.

Lado da prefeitura

Na manhã de hoje, coube ao secretário municipal de Educação, o professor e jornalista André J. Gomes – leia a postagem a seguir – defender o projeto de gestão compartilhada da educação (que os sindicalistas chamam de terceirização), classificando “como ‘temerosa’ uma enquete realizada em uma página do Facebook denominada Enquete Sorocaba, em que as pessoas votam sobre o que os autores chamam de “terceirização do serviço público” em Sorocaba e, sobretudo, quanto a uma mensagem divulgada em grupos do whatsapp, atribuída ao Sindicato dos Servidores Públicos Municipais”.

As acusações contra a prefeitura e o prefeito, de que o objetivo da terceirização do serviço é o desvio do dinheiro público, são ignoradas na argumentação do texto publicado no portal da Prefeitura de Sorocaba. Porém, no âmbito jurídico, o prefeito deve processar o presidente do Sindicato, embora não exista informação oficial sobre essa decisão.