Clima ameno prevalece no encontro entre prefeito e promotores e frustra quem entendia que haveria confronto entre as partes. Histórico de opiniões conflitantes entre eles criou a sensação de que não era possível harmonia

CrespoPromoto

Foi ameno clima que envolveu a conversa entre o prefeito Crespo, alguns dos seus secretários e os promotores Cristina Palma e Jorge Alberto de Oliveira Marum do Ministério Público paulista e o procurador federal Vinícius Marajó Dal Secchi. Portanto, sem nenhuma agressividade, frustrando quem esperava que os promotores chegassem arrepiando, como se diz numa linguagem bastante coloquial.

Todos entenderam os motivos e as preocupações do prefeito e o prefeito também entendeu a posição deles ao preferir o TAC (que inclusive foi proposto pela promotora Cristina Palma, que estava muito preocupada com as crianças) aos invés de dar o aval às soluções que a Prefeitura apresentou e permitiriam a ocupação imediata do Carandá.

Quem esteve no encontro disse que a vice-prefeita, Jaqueline Coutinho, deu um show mostrando em um datashow toda a história do Carandá, seus problemas e as soluções imediatas. Mas nem esse recurso sensibilizou os promotores pelo mais prático que querem o mais seguro e legal.

 

O promotor Marum, gentilmente respondeu ao meu questionamento sobre o encontro e disse que considerou a “reunião muito produtiva com o prefeito e o secretariado demonstrando disposição para resolver os problemas do Carandá”. Ele também explicou os próximos passos e o TAC.

 

Está certo que o histórico de conflito envolve Crespo, quando vereador, e o promotor Orlando Bastos Filho, ou seja, nenhum dos três que esteve no encontro de hoje. Mas, mesmo assim, se imaginava que o corporativismo pudesse falar mais alto, fazendo os promotores estarem endurecidos, o que não aconteceu, tanto que partiu deles a proposta pelo TAC. Que assim seja.