Clima de alívio e decepção

Assim que os portais do jornal Cruzeiro do Sul e G1, da TV Tem, colocaram no ar por volta das 8h que haveria às 10h o anúncio do resultado de uma operação da Delegacia Seccional de Sorocaba com a pré-notícia de título “Polícia prende agentes políticos e empresários na região de Sorocaba”, foi despertada a curiosidade em grupo expressivo de pessoas. Nos 5 grupos de whattsapp que participo, chegava de diferentes pessoas o compartilhamento do link da pré-notícia e uma curiosidade acentuada por nomes: quem são os empresários e políticos presos?

O clima de alívio, mas principalmente de decepção, tomou conta dos curiosos. Afinal, os envolvidos são de Araçariguama: as empresas Localville Locação de Veículos e Multinivel Locação e Prestação de Serviços e Terceirização Eireli, cujos proprietários são Adalberto Dias da Silveira, o Magrão, e Esther Lilian Gonzales Fernandes Rodrigues e os endereços ficam em Vargem Grande, Itapevi e Araçariguama. O político preso é Cristiano Cardoso Dias, o secretário de Transportes da Prefeitura de Araçariguama.

Mas são importantes dois detalhes anunciados pelo delegado seccional Marcelo Carriel: 1º) a desconfiança do esquema dos empresários presos começou há pelo menos seis meses e esta é apenas a primeira fase da operação, ou seja, haverá desdobramento; 2º) as duas empresas também prestavam serviços a outras prefeituras, ou seja, outros políticos poderão vir a ser presos. O nome dessas prefeituras não informado.

O esquema

Basicamente, a Prefeitura de Araçariguama tinha cerca de 15 contratos vigentes com as empresas Localville Locação de Veículos e Multinivel Locação e Prestação de Serviços e Terceirização Eireli, sendo que apenas um deles era da ordem de R$ 2 milhões. Esses contratos foram firmados com condições que não eram cumpridas. Por exemplo, os acordos previam uma quantidade de veículos a ser fornecida para a frota municipal e o número era de fato “entregue” era substancialmente menor. Além disso, havia a previsão de que as empresas seriam responsáveis por arcar com os valores referentes a combustível, o que vinha sendo feito pela própria Prefeitura.

Na foto, carros de luxo apreendidos na operação ficaram na frente da DIG em Sorocaba.

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