Clima de Copa do Mundo é absolutamente tímido na cidade

A três dias do início da Copa do Mundo da Rússia, o clima típico dessa época – com ruas pintadas de verede e amarelo, bandeiras do Brasil penduradas em pontos de destaque, venda de camisa da seleção, de bolas, suvenirs… – ainda não é visto pelas ruas de Sorocaba. Aliás, me parece uma realidade naciona.

Eu nasci em 1967 e me lembro de todas as copas desde 1978 e, em nehuma delas, senti um clima tão de indiferença como essa. Ao menos a euforia era nitidamente mais visível. Neste ano, o verdadeiro clima é de insegurança e incerteza. A desconfiança do cidadão com os políticos, que se externou ao judiciário, é o grande assunto.

O que evidentemente é diferente neste ano em relação a todas as copas anteriores, inclusive a de 2014 que foi no Brasil, é o fenômeno dos WhattsApp, mais do que qualquer outra rede social. As pessoas se contagiam umas às outras através de mensagens que, estou convicto, são todas sobre as mazelas de nossos políticos.

Ninguém tem convicção sobre em quem votar, há um embaralhamento ideológico no sentido de todos serem iguais e não prestarem, há um clima de oportunismo daqueles que desejam um regime de exceção.

Claro que quando a bola rolar e o desempenho da seleção brasileira empolgar isso tudo pode mudar. Mas, definitivamente, não será como antes.

Na foto, telespectador da TV Tem atende pedido e envia foto à emissora da sua rua. Tá difícil de achar. Nem a rua São Vicente, na Vila Santana, recebeu as cores verde e amarela nesse ano.

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