Crise econômica empurra 2 mil famílias sorocabanas para a faixa de pobreza

Em Sorocaba, 17.339 famílias são beneficiadas pelo programa Bolsa Família, concedido pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) do Governo Federal. De acordo com a Secretaria de Igualdade e Assistência Social (Sias), o número de contemplados aumentou em 13,29% num período de 12 meses. Em agosto de 2017, 15.035 famílias foram contempladas pelo programa. São aproximadamente quatro membros por família, totalizando em média, 69 mil pessoas que são assistidas pelo programa, sendo que, em média, cada uma recebe R$ 141,59 do Bolsa Família.

Esses dados oficiais foram divulgados na manhã de hoje pela assessoria de comunicação da Prefeitura de Sorocaba. E suscita uma única pergunta: O que fez com que 2 mil famílias, em apenas um ano, fossem jogadas para a zona de pobreza a ponto de precisarem ser atendidas pelo programa social?

A resposta é dada por Clodoaldo Barboza de Jesus, chefe de Seção de Gerenciamento de Cadastro Único e Programa Bolsa Família da Prefeitura de Sorocaba: “O aumento se deu por conta da forte crise que atingiu o país, que levou várias pessoas a ficarem desempregadas e recorrerem ao programa”. Lembrando que podem receber o Bolsa Família “aquelas que vivem em situação de extrema pobreza, cuja renda mensal é no máximo R$ 85,00 ou em situação de pobreza com uma renda, cujo valor fica entre R$ 85,01 e R$ 170,00 por cada indivíduo da família”.

A situação de família vivendo na pobreza em Sorocaba pode ser pior, pois segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) “hoje, são cerca de 19 mil famílias que podem receber o programa Bolsa Família em Sorocaba, mas essas duas mil restantes não estão recebendo por não estarem realmente dentro dos critérios para o Bolsa Família”, explica Clodoaldo de Jesus.

“O Governo Federal verifica essas informações por um processo que se chama, processo de Averiguação Cadastral, que cruza esses dados do Cadastro Único com os dados de outras bases nacionais como, por exemplo, folha RAIS, CAGED, CNIS-INSS, IRPF, e SIAPE, o que geralmente identifica rendas que foram ‘omitidas’ na hora de fazer os cadastros”, explica o técnico.

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