Diretório tucano é contra taxa de iluminação. Mas porque quis criá-la em 2013?

JLdocJoão Leandro tira o PSDB do silêncio e coloca em evidência posição contrária à Taxa de Iluminação

Quase que simultaneamente, no começo da tarde de hoje (21/06), recebi 13 compartilhamentos de amigos, via whattsapp, do vídeo postado pelo presidente do diretório municipal do PSDB, João Leandro da Costa Filho, manifestando que o partido que ele representa é totalmente contrário à criação da Taxa de Iluminação, projeto do prefeito Crespo que deve ser deliberado na Câmara a partir desta quinta-feira, terá audiência pública no dia 26 próximo e ser votado nas primeiras sessões de agosto, quando os vereadores retornam ao trabalho do recesso de julho.

No começo da semana, quando os vereadores tomaram ciência do projeto, o vereador Renan Santos (PC do B) iniciou uma campanha contra essa taxa inclusive com uma petição pública onde a assinatura dos cidadãos terá força para barrar qualquer votação favorável ao projeto.

João Leandro afirma em sua postagem que o prefeito Crespo é incoerente ao criar essa taxa, pois foi contra a criação dela em 2013, no governo do qual ele era o secretário de governo e, depois, candidato a prefeito.

Já tive a chance de escrever isso: não entendo que Crespo seja incoerente entre o que fez como vereador e o que faz agora como prefeito.

Em 2013, quando era vereador, Crespo foi contra a ideia da cobrança pela iluminação pública numa iniciativa do prefeito Pannunzio e agora encaminhou à Câmara projeto para criar essa taxa, a mesma que ele foi contra quando vereador.

Então há incoerência, não? A primeira resposta, obviamente, é sim.

Mas vejam as datas: Pannunzio quis criar a taxa em 2013 (e o vereador Crespo foi contrário). A obrigatoriedade das prefeituras assumirem esses serviços é de 2015, portanto 2 anos depois do projeto de 2013 do prefeito Pannunzio, e hoje, 2017, 2 anos depois de ficar decidido pelo STF (Supremo Tribunal Federal) que o custo é das prefeituras e não da concessionária, o prefeito Crespo quer criar a taxa. Ou seja, por esse viés, não há incoerência alguma.

Em 2013 havia dúvida se era mesmo das prefeituras a obrigatoriedade de assumir este serviço. Desde 2015 não existe mais.

Portanto, a incoerência é do PSDB afinal quando governo quis a taxa e agora que não é se diz contra.

E, pior, o presidente do diretório do PSDB não entra no centro do debate: por que criar a taxa? O dinheiro usado até agora (cerca de R$ 2 milhões) vai ser destinado a que? Quantos bicos de luz são necessários em Sorocaba e quantos têm hoje? Sorocaba terá uma rede de Wifi e o usuário terá internet grátis? Qual a vantagem de trocar a lâmpada de vapor de sódio (existentes hoje) por LED como deseja o prefeito? E, na minha opinião, a principal pergunta: por quanto tempo haverá a taxa? É para sempre ou tem data para começar a cobrança e final para acabar?

E, uma dúvida, João Leandro frisa, em seu depoimento, que se pronuncia como presidente do diretório municipal do PSDB, mas isso quer dizer que os 3 vereadores do partido têm a mesma opinião? Mais, a iniciativa do vídeo foi do presidente, portanto opinião pessoal de João Leandro, ou houve uma discussão com os integrantes?

PS – Para assistir a íntegra do vídeo de João Leandro acesse o portal www.jornalipanema.com.br