É a identidade sorocabana

Depois de ter jogado sal grosso no CIC (fiz postagem a esse respeito dias atrás), o presidente do São Bento, o advogado Márcio Rogério Dias, deixou de lado sua superstição: a crença em situações com relações de causalidade que não se podem mostrar de forma racional ou empírica. Ela geralmente está associada à suposição de que alguma força sobrenatural, que pode inclusive ser de origem religiosa, agiu para promover a suposta causalidade.

Ele percebeu que o problema do São Bento não era mau-olhado no campo. E culpou o técnico Marquinhos Santos pelo futebol pífio do time, dispensando-o do clube no domingo pela manhã e anunciando Paulo Silas (ou simplesmente Silas, o craque do São Paulo ao lado de Muller no time de Cilinho) no começo da tarde desta segunda-feira.

Segundo a assessoria de comunicação do São Bento, Silas foi contratado para atuar na temporada 2019 – tanto no Paulistão quanto na Série B do Campeonato Brasileiro.

Silas iniciou a carreira de treinador de futebol à frente do Fortaleza em 2007. Foi contratado pelo Avaí no ano seguinte, por onde acumulou idas e vindas se consagrando como um dos maiores técnicos do clube catarinense. Também dirigiu o Flamengo (2010), o Náutico (2013), o América-MG (2014) e o Ceará (2015). Neste ano, ele dirigiu o Grêmio Tubarão.

Silas entende de futebol. Mas não sei se ele entende de São Bento. Antes de ser um time, o São Bento é um ponto forte da identidade sorocabana. É como uma pessoa amada da família, um tio torto, onde os sobrinhos se acostumam a xingar e até desmerecer, mas quando é alguém de fora falando ele compra uma briga.

Que o Silas tenha sido avisado disso tudo. E ganhe os jogos necessários, entre os 6 restantes, para manter o time na elite do Paulistão. E, mais, que honre nacionalmente a cidade na série B do Brasileirão.

Comentários

Leia também