É compreensível (embora discutível) que o sindicato e a prefeitura não arredem pé de suas posições na greve de ônibus. Mas a demora do TRT em julgá-la não é

GreveBus2707Os motoristas de ônibus de Sorocaba ignoraram o apelo do juiz relator Hamilton Luiz Scarabelim, do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), da 15ª Região, no Fórum Trabalhista de Sorocaba, que solicitou a suspensão da greve de ônibus até o julgamento do dissídio coletivo dos motoristas de ônibus de Sorocaba. Em greve desde o dia 22 de junho, portanto há 35 dias, sendo que são 22 dias com a frota circulando de maneira reduzida, os motoristas decidiram seguir parados. Nem o reconhecimento, por parte do juiz, de que “a greve é um direito dos trabalhadores” e nem o apelo sensibilizaram os motoristas.

Já disse na coluna O Deda Questão no Jornal Ipanema (FM 91,1Mhz) e escrevi neste blog que a greve é um embate ideológico e político tendo o seu motivo, o reajuste salarial, ficado em segundo plano.

Do mesmo modo já disse e escrevi que é compreensível (embora discutível de diferentes pontos de vista) que o sindicato que representa os motoristas e o prefeito Crespo (que não vai aumentar o preço da passagem e nem aumentar o repasse às empresas) não arredem pé de suas posições bastante clara desde o início do movimento.

Agora, na minha percepção de leigo, que é a mesma do cidadão comum, é absolutamente incompreensível (embora saiba que exista um rito e uma legislação específica) que o Tribunal Regional do Trabalho demore tanto para julgar (a próxima reunião será no dia 9 de agosto e ainda pode ser que o julgamento dessa greve entre na pauta apenas de setembro).

Apenas para usar um clichê, que entrou para a história como sendo dito por Rui Barbosa: justiça tardia é qualquer coisa, menos justiça.

Entendo que o magistrado do trabalho se atenha unicamente a questão financeira em seu julgamento, mas, repito, é incompreensível que ele ignore o caos que a sua demora está provocando.