Economia não reage e situação do emprego fica ainda pior em Sorocaba

As ofertas de emprego nos principais setores da economia de Sorocaba (indústria, comércio e serviços) caíram no mês de junho, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho.

Esses dados fazem parte do balanço mensal da economia na cidade feita pela Acso (Associação Comercial de Sorocaba), entidade  que tem o objetivo de defender os interesses do comércio regional e o desenvolvimento nacional e representar os seus associados.

O problema, segundo o setor de economia da Associação Comercial, que trabalha em parceria com a Faculdade Esamc Empresa Jr., estes números refletem os diversos problemas que o Brasil e, principalmente a região de Sorocaba, tem enfrentado: queda de confiança do consumidor, crise na Argentina que provocou queda na exportação pelas indústrias, em especial a automotiva.

Se os números são ruins, as medidas para modifica-los são boas. Essa é a opinião de Sérgio Reze, presidente da Associação Comercial de Sorocaba: “Com a Reforma da Previdência aprovada em primeiro turno, a esperança é que ela possa trazer algum alento e gerar aumento na produção e consequentemente ofertas de trabalho. Espera-se que a economia reaja de maneira positiva e consistente”.

Os números

A indústria de transformação, um dos setores que mais contratam ao longo do ano, mostrou resultado negativo em 521 vagas, com 1.042 admissões, contra 1.563 demissões. Este número é reflexo do baixo desempenho da economia que, segundo especialistas, deve ter um aumento de apenas 0,80% no ano. Na região, a queda foi de 862 vagas e no Brasil, neste mesmo período, a baixa foi de 10.988 posições.

O setor de comércio também sentiu o revés econômico e perdeu 116 empregos (1.426 contratações contra 1.542 desligamentos). Na região o resultado foi menos 169 e no Brasil encolheu em 3.007 vagas. A boa notícia é que no estado de São Paulo, contratou mais do que demitiu, registrando 379 novas oportunidades.

Um segmento que caminha dependente da indústria e do comércio é o de serviços. O mês de junho fechou com resultado negativo de 280 postos de trabalho, pois admitiu 2.540 pessoas, contra 2.820 demissões. Em âmbito estadual e nacional, os resultados são positivos, pois São Paulo criou 8.910 vagas e o Brasil 23.020.

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