Em defesa do Eloy e do seu trabalho

Eloy de Oliveira, secretário de comunicação do prefeito Crespo, é um antigo colega de profissão. Quando fiz um teste para trabalhar no jornal Cruzeiro do Sul no já longínquo ano de 1987, no mesmo dia, ele também fez. Era apenas uma vaga e acabamos os dois trabalhando juntos. Depois trabalhei com ele no gabinete da deputada estadual Maria Lúcia Amary. E também no jornal BOM DIA.

Em que pese os defeitos que possa encontrar no Eloy, o importante são suas qualidades e uma delas é o de defender a camisa do seu empregador. E, desde a campanha, é isso o que Eloy vem fazendo em relação a Crespo. Não há nada, ao menos que seja de conhecimento público, que desabone sua atuação. Há, obviamente, divergências de opiniões, mas isso é da cultura do trabalho.

Portanto, essa postagem tem a intenção de ser o que está grafado em seu título: Uma defesa de Eloy e do seu trabalho na secretaria de Comunicação.

Na semana passada, e não li isso ainda em lugar algum, o prefeito tirou o comando da agência – contratada via licitação de R$ 20 milhões – da Secretaria de Comunicação e Eventos e passou a Carlos Mendonça, chefe do seu gabinete, pessoa de extrema confiança do prefeito. Carlos Mendonça não mudou a estratégia de campanha desenvolvida pela agência, até porque a comunicação não é sua especialidade, mas mudou os fornecedores dos serviços utilizados pela agência.

Qual é o objetivo disso?

Acho que o prefeito está cometendo uma grande injustiça com Eloy de Oliveira, e por isso essa minha defesa dele.

Eloy tem trabalhado para que a imagem pessoal do prefeito (que é desaprovada pela população) fique atrelada a imagem do seu governo (que tem a aprovação). Portanto, quando promove uma mudança como essa, tirando da pasta de Comunicação e passando à Chefia de Gabinete, deixa transparecer que o foco é a gestão do dinheiro feito – e não a gestão de comunicação – uma vez que o conceito e estratégia da campanha não mudaram.

Pelo que é público, até o momento, a agência não chegou a receber nada ou quase nada pelo trabalho feito até aqui. E isso leva a pergunta: Por que o prefeito tira a agência da secretaria afim e puxa para o gabinete?

Com a agência no gabinete, quando não tem um profissional da área para tocar, e há a troca dos fornecedores, o prefeito está sinalizando que pretende ele cuidar do dinheiro. Mas, por contrato, é o secretário de Comunicação o responsável pela agência e não tem como mudar isso, pela legislação. De modo, portanto, que o prefeito repassou para sua chefia de gabinete apenas a definição das despesas da agência. Mas, ratifico: o pagamento só será efetuado com a assinatura do secretário de Comunicação, mesmo com a gestão sendo feita na chefia do seu gabinete. Portanto, outra pergunta: qual a razão de levar ao gabinete essa gestão, senão é para esvaziar o trabalho do Eloy?

O problema é que se o Eloy assinar as notas da agência (o que é necessário por contrato para que ela receba) ele estará dando sua anuência à gestão de um dinheiro que não foi feita por ele, ou seja, estará protegendo tudo o que for feito pelo secretário Carlos Mendonça. Qual a lógica disso?

Obviamente que Eloy, se decidir por não assinar, será exonerado, uma vez que sem a assinatura dele, a agência não receberá.

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