Enquanto médicos e servidores expressam resistência à mudança proposta para o atendimento de saúde, cresce número de pessoas que dizem que não importa quem atenda, desde que atenda bem

O Plano de Restruturação da Saúde no município – tema de audiência pública realizada na Câmara Municipal de Sorocaba na última quarta-feira – é alvo de resistência do servidor público, além de sindicatos dos funcionários e médicos, e dos vereadores que têm sua base eleitoral junto a essas duas categorias. Porém, cresce também, as manifestações de usuários que dizem pouco se importar se o médico é terceirizado ou empregado da prefeitura, desde que o atendimento seja bom.

Ao longo dos últimos dois meses, durante entrevistas ao vivo na coluna O Deda Questão no Jornal Ipanema (FM 91,1Mhz), os vereadores Fausto Peres e Irineu Toledo, o ex-vereador Tonão Silvano, durante suas manifestações abordaram ser favoráveis à terceirização com o mesmo argumento: não importa de onde seja o médico, mas que atenda bem. Todos enfatizaram que as reclamações na UPH (Unidade Pré-Hospitalar) da Zona Leste e UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Éden – foto -, ambas terceirizadas ao BOS (Banco de Olhos de Sorocaba) são quase nenhum perto do que se vê nas UPHs da Zona Norte e Oeste (atendimento com funcionário público).

A vereadora Iara Bernardi, que é absolutamente contrária à terceirização, por ideologia e por questões de falhas na fiscalização dos terceirizados, chegou a me cobrar no ar de que as manifestações de entrevistados a favor da terceirização pareciam campanha a favor dessa medida, mesmo sendo feitas de maneira espontânea pelos entrevistados.

O fato é que este tema, melhoria no atendimento público de saúde, domina a discussão em Sorocaba há décadas, e o Plano de Restruturação da Saúde apresentado pelo prefeito Crespo deseja mudar a lógica do que se viu sendo feito nos últimos 20 anos.

O momento é de espera pelo segundo passo do plano, uma vez que o primeiro foi a apresentação dele na quarta-feira passada.