Entenda o BRT Sorocaba

Will Silva Santos, assíduo leitor deste blog, ex-aluno de Gestão de Distribuição da Escola Senac, e que se refere a si próprio como “trabalhador, esforçado, dedicado, sério na maioria das vezes, mas sempre de bom humor”, na postagem sobre “Desapropriações do BRT” que publiquei neste espaço, demonstrou toda a sua desconfiança em relação à implantação do BRT (Sistema de Ônibus Rápido) em Sorocaba. Na verdade, ele é apenas mais um dos leitores que desconfiam dessa obra. Em sua crítica, Will Silva Santos afirma: “O BRT de Campinas é mais complexo e as obras estão muito mais adiantadas, aqui ainda se resume a tapumes mesmo. Aliás nem o mato a prefeitura corta mais na Itavuvu”.

Diante disso, pedi que o Consórcio BRT Sorocaba, responsável pela implantação desse sistema de transporte em Sorocaba se manifestasse sobre essa crítica.

O que fica evidente na resposta é que não é possível comparar o BRT das duas cidades especialmente porque o modelo de Sorocaba é inédito no país, ou seja, nunca foi feita uma concessão como a de Sorocaba. Ela é similar a concessão que o Estado faz ao Metrô, ou seja, cada setor entra com uma parte do dinheiro.

Na resposta abaixo é possível entender o BRT Sorocaba e que a participação de Sorocaba usa uma verba muito pequena dos seus próprios recursos, usa o financiamento da Caixa para esse setor e que a maior parte do investimento financeiro é risco das empresas que compõem o consórcio que está instalando o BRT.

Leia a íntegra da manifestação do Consórcio

O BRT de Sorocaba se diferencia das demais concessões de ônibus por se tratar de uma concessão precedida de obras, novidade no setor de transporte de pneus.

Em outras concessões anteriores, o usual era o Município fazer todo o investimento nas obras, utilizando sua própria capacidade financeira ou contraindo empréstimos para conseguir realizar as implantações e infraestrutura necessárias para, somente após a realização destas, conceder o uso para as empresas operadoras do transporte urbano. Ou seja, o poder público fazia as obras e as empresas operadoras utilizavam os corredores, terminais e estações disponibilizadas.

Com a Concessão do BRT de Sorocaba, esta formatação é diferente, pois o investimento total de R$ 384 milhões é compartilhado.

Cabe a Prefeitura investir cerca de R$ 133 milhões, por meio de um financiamento de R$ 127 milhões junto à Caixa Econômica Federal e apenas R$ 6 milhões do caixa próprio. Já as empresas que compõe a Concessionária BRT ficarão com a obrigação de investir o restante, cerca de R$ 251 milhões e realizar as obras.

Desta forma, o município fica com o seu fluxo de caixa preservado, com capacidade de investimento em outras áreas, além de repassar para iniciativa privada o trabalho de elaboração de projetos, levantamentos e demais serviços que uma obra desta grandeza demanda, ficando responsável apenas por fiscalizar as metas estabelecidas no contrato de concessão.

Em breve a população de Sorocaba perceberá os benefícios de contar com 68 km de corredores, sendo 34 km de faixas exclusivas expressas, 32 estações e 3 novos terminais, tudo com sistemas modernos como embarque em nível, controle de acessos, wi-fi, monitoramento por câmeras, pontualidade nos embarques e desembarques, segurança e além da melhor fluidez no transito.

Comentários

Leia também