Entre os 13 executivos condenados por fraude no Metrô, um é sorocabano

A Justiça condenou 13 executivos por formação de cartel e fraude à licitação nas obras da linha 5-Lilás do Metrô de São Paulo. Ligados a 12 empreiteiras, eles pegaram entre 8 e 9 anos de prisão. A decisão saiu na quarta-feira (12), mas só foi divulgada no final da tarde de sexta-feira (14 de dezembro). Ainda cabe recurso dessa condenação.

Entre esses condenados está Adelmo Ernesto Di Gregório, que pegou 9 anos. Adelmo nasceu em Sorocaba e concluiu o chamado Ensino Médio (antigo 2º grau) no Estadão nos anos 70 e se formou em Engenharia e fez sua vida na capital paulista. Amigos daquela época da sua infância, que leram a notícia da condenação veiculada em jornais e portais no final de semana, me chamaram a atenção ao fato dele ser sorocabano. Algo do tipo, poxa, você viu o Adelmo!

Ne sentença, o juiz Marcos Fleury Silveira de Alvarenga, da 12.ª Vara Criminal da Capital, afirmou: “Ao contrário do pretendido pelos denunciados e suas respectivas defesas, não se reveste a acusação de mera ilação do Ministério Público, mas sim da correta, precisa e minuciosa análise da cronologia/encadeamento dos fatos”.

O promotor do Grupo de Atuação Especial de Repressão à Formação de Cartel e à Lavagem de Dinheiro e de Recuperação de Ativos, que apresentou a denúncia, explicou que, nessas licitações, somente as propostas oferecidas pelas empresas vencedoras, em cada um dos lotes, estavam abaixo do orçamento proposto pelo Metrô, parâmetro de julgamento que era conhecido por todos. “Trata-se de evidência de propostas, das demais [concorrentes], de inequívoca atuação conjunta e concatenada para ofertas de ‘preços de cobertura’”, argumentou. A investigação foi confirmada pelas delações premiadas de Jorge Arnaldo Cury Yazbec Júnior e Eduardo Maghidman. Ambos foram beneficiados pela substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos.

A denúncia aponta que a atuação do cartel causou, em apenas quatro dos lotes licitados, prejuízos de cerca de R$ 232 milhões aos cofres públicos.

Além de Yazbec e Maghidman, foram condenados Anuar Benedito Caram (9 anos de prisão), Flavio Augusto Ometto Frias (9 anos), Adelmo Ernesto Di Gregório (9 anos), Dante Prati Fávero (9 anos), Ricardo Bellon Júnior (9 anos), Marcelo Scott Franco de Camargo (9 anos), Roberto Scofield Lauar (9 anos), Severino Junqueira Reis de Andrade (8 anos), Mario Pereira (8 anos), Domingos Malzoni (8 anos) e Carlos Armando Guedes Pascoal (8 anos).

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