Fim do contrato entre prefeitura e BOS, e a falta de iniciativa para um novo contrato, indicam o fechamento da UPH da Zona Leste. Para vereadora, ato não é falta de dinheiro, mas estratégia para aprovar terceirização

Em meio a surpresa da notificação do BOS (organização social que há 5 anos gerencia e executa o serviço de urgência e emergência da Unidade Pré-Hospitalar da Zona Leste) por parte da Prefeitura a respeito do final do contrato entre ambos e, mais, ante a falta de iniciativa em tempo hábil, pela lei, para a contratação de um novo parceiro para tocar a referida UPH, a compreensão inicial foi de que se tratou de falta de habilidade, inteligência ou falha por parte da prefeitura.

Mas coube à vereadora Fernanda Garcia (PSOL) trazer luz a essa discussão. Em meio a uma enxurrada de lamentações de seus parceiros vereadores diante da situação, Fernanda Garcia lembrou que essa notificação surge bem no momento que a Câmara discute a questão da terceirização, o que, para ela, é no mínimo estranho. E Fernanda Garcia afirma: parece que a prefeitura quer provar que a terceirização fará falta.

Eu compartilho dessa visão. Me parece, sim, estratégia.

Nesta quarta-feira, sem nada oficial ainda, o prefeito Crespo e a secretária da Saúde, Marina Elaine Pereira, devem anunciar o fim do funcionamento da UPH da Zona Leste e uma alternativa ao usuário que para lá se dirigia. A hipótese mais óbvia é de que a UPH da Zona Oeste, que é de gerenciamento direto da prefeitura e atende apenas o público infantil, volte a fazer atendimento adulto também. Outra é que seja retomada na Santa Casa, como aconteceu até 2012, o funcionamento da UPH Zona Leste dentro das instalações do hospital.

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