Gestor da saúde da Prefeitura de Sorocaba quando foi terceirizado o gerenciamento da UPH da Zona Leste e da UPA do Éden defende o modelo e aponta avanços na qualidade do serviço

Golob2Eduardo Golob, funcionário público de carreira da Prefeitura de Sorocaba, passou dez anos (entre as administrações dos prefeitos Vitor Lippi e Pannunzio) na Secretaria da Saúde atuando na gestão do sistema de urgência, emergência e atenção básica.

Por este vínculo às gestões passada da pasta, Golob foi retirado de lá, o que é normal quando se começa um governo que não é o de continuidade ao anterior e que foi eleito para fazer diferente. Ele, então, foi à Secretaria de Assuntos Jurídicos fazer serviços administrativos de rotina (trabalhando mais em “ações repetitivas” do que com a “cabeça”, como ele mesmo me diz). Após 4 meses ele recebeu convite da até então Assessora Especial do RH (Aline Kasai), para ir assessora-la diretamente no RH (“sem cargo nenhum, óbvio, mas pelo menos voltando a usar a cabeça”, me explica Golob”). Sua rotina é a de fazer minutas de decreto (a que revogou os pontos facultativos, regulamentação de cortes de despesas com horas extras, por exemplo), de leis, portarias, etc… além de despachos processuais do Gabinete, dentre outras ações.

Golob me diz: “Estou feliz aqui, mas não adianta, depois de 10 anos na Saúde já fui ‘picado’ por essa mosquinha. Espero um dia ainda poder voltar a fazer gestão lá, afinal é pessoalmente gratificante”.

Diante desse konw-how, ele me explica porque a terceirização é o melhor modelo para a saúde de Sorocaba baseado na experiência da UPH (Unidade Pré-Hospitalar) da Zona Leste e da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do bairro do Éden na qual ele teve participação ativa de todo o processo.

Leia a íntegra do que afirma:

Tal como já fizemos no Governo Pannunzio, entendo que a terceirização nos moldes que vem sendo aventado é benéfica para Saúde, que encontra certo “estrangulamento” sobretudo no que diz respeito a dificuldade de contratação de mais médicos via concurso público, devido a Lei de Responsabilidade Fiscal e o impacto vegetativo da folha, à longo prazo.

Óbvio que tudo isso deve ter os devidos cuidados no que diz respeito à escolha do prestador, que deve ter know-how na área, facilmente exigido como pré-requisito editalício, através de Certidões de Comprovação de Habilidade Técnica.

Outrossim, há outro fator positivo que poucos comentam: Além da exitosa experiência já vislumbrada nos serviços de urgência já terceirizados, devemos lembrar que tal ação refletirá positivamente, ainda, no fortalecimento da atenção básica, já que os servidores que hoje estão lotados nestas Unidades poderão ser remanejados para completar os quadros das Unidades Básicas de Saúde, que hoje é deficitário, justamente pela impossibilidade de chamamento de concurso, face o impacto na folha.

Fica a análise para ajudar a formar opiniões e ajudar a difundir esta opinião técnica, sobretudo com o reflexo positivo no fortalecimento da atenção básica face o remanejamento de profissionais, auxiliando assim a formar opinião daqueles que ainda analisam os prós e contras da terceirização, neste momento, sobretudo vereadores. Será bom para saúde do nosso município!