Gritos de “Fora Crespo” de motoristas e servidores reforçam a convicção do prefeito de que ele está certo em suas decisões

CrespoForaCamaraOs protestos contra o prefeito Crespo na manhã de hoje (11/07) na Câmara de Vereadores de Sorocaba, que se resumem aos gritos de guerra dos manifestantes (Fora Crespo!), somente serviram para reforçar a convicção do próprio prefeito de que ele está certo em suas decisões, ou seja: não aumentar em nada (além da reposição da inflação) o subsídio das empresas que trabalham no transporte público, não aumentar o preço da passagem de ônibus e negociar qualquer aumento de salário com os servidores somente em outubro quando, após ter os números do caixa da prefeitura dos dois primeiros quadrimestres do ano, para decidir se dará algum aumento de salário ou não.

Não são poucas as pessoas que concordam com a decisão do prefeito nesse endurecimento dele com os sindicalistas (motoristas e servidores públicos). Embora igualmente não sejam poucas as que discordam, mesmo àquelas que acham que os motoristas de ônibus ganham bem, mas sofrem demasiadamente sem ônibus ou apertados nas linhas que ainda circulam.

São dois momentos que o prefeito vai enfrentar.

O primeiro deles será sempre o atual. No caso de agora envolve o que a Comissão Processante e CPI dos Vereadores vão concluir a partir das denúncias da vice-prefeita: Crespo a agrediu (mesmo que psicologicamente) e prevaricou (ao não investigar denúncia de que assessora não tinha diploma de ensino fundamental). Se ele sobreviver a este momento, e não mudar de comportamento, certamente ele terá outros momentos a enfrentar, que sempre será o atual no instante em que estiver enfrentando o problema.

Segundo, o momento final, quando tomará a decisão se vai tentar a reeleição (se a regra não mudar em 2020 ele poderá sim ser candidato). Neste caso, pelo que entendo de mais legítimo, terá o veredicto do eleitor.

Por mais que grupos que sempre estiveram alinhados com os 20 anos dos tucanos no poder da Prefeitura de Sorocaba divulguem que Crespo já está mais impopular do que Pannunzio, minha percepção é de que é impossível fazer essa comparação.

Toda resistência que Pannunzio sofreu nasceu de decisões legítimas (e que sempre entendi que foram tomadas de modo criterioso) de governo: retirada de contêineres, mudança nos atendimentos das Unidades Pré-Hospitalares (apenas para adultos ou apenas para crianças), diminuição no horário de atendimento público nas Unidades de Saúde, regulamentação de empreendimentos imobiliários polêmicos do ponto de vista de diferentes entidades…  Enquanto que todas as resistências de Crespo, por enquanto, referem-se exclusivamente aos seus gestos ou pronunciamentos (vide o caso que envolve a vice-prefeita) ou posições que, repito, pode desagradar pelas consequências (população sofrendo nos pontos de ônibus) ou agradar (por não ceder à pressão dos sindicalistas).