Grupo dos Novos articula “Centrão” de olho em vantagens

Levou 50 dias desde a posse, para que o polêmico Cícero João, envolvido com a justiça eleitoral em razão de atritos nas eleições de 2012 e 2020, arregasse as mangas e começasse a se articular dentro do Legislativo sorocabano.

Partiu dele a idéia de criar na Câmara de Vereadores de Sorocaba o que é uma prática na política de Brasília, ou seja, o “Centrão”, nome como ficou conhecido a reunião de um conjunto de parlamentares, independentemente dos partidos políticos ou orientação ideológica a que pertençam, que se unem com o objetivo de assegurar uma proximidade maior do que os outros parlamentares da Casa com o comando do Poder Executivo com o objetivo único de obter garantia de vantagens ou privilégios como cargos, orientação de obras, locais onde deva ocorrer alguma intervenção.

Sedutor como só ele sabe ser, Cícero tem dito nos bastidores que já reuniu em torno de si Ítalo Moreira, Dylan Danyas, Fábio Simoa e Rodrigo do Treviso e formaram o Grupo dos Novos, uma referência ao fato dos 5 vereadores estarem em sua primeira legislatura. Cícero ouviu desses colegas que não queria problema, mas foi hábil em assegurar a cada um deles que não haveria o envolvimento de nenhum deles em nada que viesse a ficar público. E, assim, Cícero, o autor da ideia de criar o “Centrão”, tem procurado abrir brechas no Poder Executivo afim de demonstrar aos seus pares do grupo que está com poder de falar em nome deles.

Cícero tem assustado quando abre a boca, afinal o que ouço nos bastidores é que ele tem falado em nome dos colegas do Grupo dos Novos em questões financeiras, em ajuda mensal, em colaboração, em união para fazer de Sorocaba uma cidade mais forte.

Evidentemente, o Grupo dos Velhos, os vereadores com experiência dentro do Legislativo, estão apenas esperando como o Grupo dos Novos vai ser tratado para decidir como agir. Por enquanto, o momento é de olhar, observar a presa de mexendo, para então dar o bote.

Uma coisa é certa, e a história já mostrou isso, o prefeito atual, Rodrigo Manga, que já presidiu a Câmara, de bobo não tem nada. É o tipo que se faz de morto para dar um belo  susto em coveiro esperto.

PS – matéria corrigida no parágrafo que cito os 5 integrantes.

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