Muito barulho por nada

Em postagens anteriores expliquei a linha de raciocínio do prefeito Crespo para ter tomado a decisão de construir a guarita para um posto da Guarda Civil Municipal na praça Coronel Fernando Prestes. Um comerciante (que três semanas depois do pedido virou assessor dele na prefeitura) pediu e ele mandou fazer. Não ouviu sua equipe técnica (responsáveis pela Segurança, Urbanismo ou Patrimônio Histórico) e virou motivo de ira do padre Tadeu, pároco da Catedral; de ações na justiça, na polícia e no Ministério Público; e de piada que extrapolou os limites de Sorocaba. A mais recente piada são monumentos de dezenas cidades mundialmente conhecidas com a guarita bem na frente. Peguei a Esfinge, no Egito, para ilustrar essa postagem.

Diante de toda essa repercussão, o problema agora é como desfazer o problema. Se achar um bom argumento, o próprio prefeito manda demolir a guarita. Se não achar, espera que haja a recomendação do promotor de justiça Jorge Marum, antes de qualquer ação, pela derrubada da guarita e, assim, agiria demonstrando bom senso.

Diante desse desfecho, não posso deixar de pensar em William Shakespeare e sua obra, apresentada pela primeira vez em 1612, chamada de “Muito Barulho por Nada”. A obra é tida como uma das comédias mais hilariantes de Shakespeare. Na trama, uma confusão generalizada, de cunho amoroso, faz a plateia de divertir com a falta de um diálogo franco que, se assim tivesse ocorrido, teria evitado todo o mal-entendido que mantém a trama em pé.

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