Mulheres pedem retratação de vereador e ele se ausenta da sessão

A reabertura dos trabalhos da Câmara de Vereadores de Sorocaba teve uma manifestação de pessoas, portando faixas e cartazes, contra o vereador Hudson Pessini, flagrado numa gravação, numa conversa privada, fazendo comentários de cunho sexual relacionados a Tatiane Polis, ex-assessora do prefeito, e sobre o vereador Fernando Dini. Numa faixa, as manifestantes escreveram: “Machismo – Quebra de Decoro”.

Uma das líderes do movimento feminista independente de Sorocaba, Gisele Luzia, disse que os comentários do vereador Hudson Pessini são uma ofensa à todas as mulheres sorocabanas e que por conta disso a Câmara, ou o vereador, deve se retratar pelas declarações ofensivas.

Surpreendentemente, na minha interpretação devido a história de Pessini, que mesmo antes de ser eleito vereador enfrentava as adversidades, com a entrada das manifestantes na galeria da Câmara, ele deixou o plenário, evitando assim ter de encará-las. Via sua assessoria de imprensa, ele disse que foi chamado para uma reunião na Prefeitura e que a denúncia tem o objetivo de provocar desgastes em sua imagem.

O vereador, também em nota de sua assessoria, afirma que este tema do qual é acusado é menor diante do trabalho que ele faz pelo bem da cidade, como a ajuda que tem dado a Santa Casa de Sorocaba.

A nota, em nenhum momento, aborda o pedido das manifestantes que é o de que ele reconheça que, mesmo num grupo fechado, suas palavras são ofensivas e se retrate delas em público.

Leia o que diz a assessoria do vereador: “em relação ao trecho de uma conversa informal, da qual o vereador Hudson Pessini participava e que foi gravada, o parlamentar entende que a repercussão, orquestrada por pessoas com a nítida intenção de causar desgaste a sua imagem, não deve prevalecer em meio a tantos problemas sérios que a cidade enfrenta. Mais vale para o vereador o trabalho em prol da recuperação da Santa Casa, principal referência do atendimento à Saúde hoje em Sorocaba, do que voltar a atenção a fatos irrelevantes para a população, que clama por ajuda”.

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