“Não coloque palavras na boca dele”, disse a vice-prefeita ao repórter do Jornal Ipanema quando ele perguntou se estava selada a paz

CrespoJaquelineFrenteA presença do deputado estadual Campos Machado, comandante do PTB em âmbito estadual, num encontro promovido pelo diretório municipal do partido na noite de segunda-feira no auditório do Sindicato dos Comerciários, no centro de Sorocaba, promoveu o primeiro encontro do prefeito Crespo e da vice-prefeita, Jaqueline Coutinho, desde que eles entraram em pé de guerra no dia 23 de junho.

O encontro acontece um dia depois do ato mais extremo desse conflito, quando o prefeito Crespo retirou da vice Jaqueline qualquer função de governo, limitando a ela o que diz a lei, ou seja, que ela está num cargo de expectativa. A ausência de uma sala para ela, que havia até sexta-feira passada, é o ato físico que demonstra que ela não tem nem onde ficar caso queira, como pode por lei, ir até o Palácio dos Tropeiros, a sede do governo.

Ninguém registrou

Havia a expectativa de como seria esse encontro e ele foi dentro da etiqueta social, ou seja, ambos de cumprimentaram com um rápido aperto de mão. Em ocasiões sociais anteriores eles trocariam beijinhos e palavras. Foi apenas um aperto de mão, me dizem testemunhas do gesto. Não vi, porém, imagem desse ato. Ser alguém registrou, não publicou em local que tenho acesso para ver.

Sem discursos dos brigões

Campos Machado, prudentemente, ao longo do evento, tratou de focar apenas no teor do evento, ou seja, na busca do partido atrair novos filiados na região e para isso nomeou Jaqueline Coutinho como coordenadora regional. O que era de se esperar? Que ele desse a chance dela discursar, mas não deu. Assim como não deu ao prefeito Crespo, o único prefeito presente no encontro, e embora do DEM, esteve lá por convite pessoal de Campos Machado.

Jaqueline dá o tom

Ao final, após muita insistência, Campos Machado falou com os jornalistas e escorregava para falar de conflito a cada pergunta neste sentido. Até que o repórter Rubens Maximiliano, do Jornal Ipanema, cravou que estava selada a paz entre o prefeito e a vice pelo aperto de mão e antes que ficasse claro se era uma pergunta ou uma afirmação, a vice, que estava ao lado de Campos Machado, tratou de responder: “Não coloque palavras na boca dele” e antes que qualquer outro jornalista pudesse se alongar, com a experiência de décadas na política, Campos Machado tomou a palavra, afirmou que só é possível selar paz quando há briga e que aqui não teve briga do partido (o que é verdade, afinal é da pessoa do prefeito e da vice) e entrou no carro e foi embora. Seja como for, a fala de Jaqueline dá o tom que ainda perdura, ou seja, o racha, do contrário deixaria para Campos Machado a resposta. Fica a dúvida se ela temia o que ele poderia responder, pois dissesse qualquer coisa no sentido de dizer que já estavam se entendendo isso geraria, sem dúvida, as manchetes.