No maior evento midiático do mundo, a defesa de suas raízes e origens

A seleção brasileira passou com extrema facilidade pela Sérvia e vai pegar o México na segunda-feira às 11h na Copa do Mundo da Rússia.

Mas coube à Sérvia, ou melhor, a dois de seus jogadores, Xhaka e Shaqiri, autores dos gols da virada da Suíça sobre a Sérvia, por 2 a 1, pela 2ª rodada do grupo E, deixar uma das marcas políticas desse maior evento mundial de mídia. No mês da copa, todos os países, sem exceção, têm seus olhos ao que acontece nesses jogos.

E os sérvios, no momento das comemorações de seus gols, para celebrar suas raízes kosovares, Xhaka e Shaqiri fizeram gestos com as mãos de um pássaro, representando a águia negra de duas cabeças presente na bandeira da Albânia. Shaqiri nasceu no Kosovo, região de maioria de população albanesa, assim como os pais de Xhaka, e a região, que fica dentro do território sérvio, declarou independência de forma unilateral, mas a Sérvia segue considerando o Kosovo como parte do país.

A Fifa, que proíbe manifestação política, decidiu punir os atletas com multas. Os goleadores terão que pagar 10 mil francos suíços (cerca de 38 mil reais) e o lateral-direito 5 mil francos suíços (cerca de 19 mil reais).

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