No que diz respeito a Apae, Prefeitura cumpre a lei. Mas é boa causa para não cumpri-la

Se nada for feito ou anunciado pelo prefeito Crespo até o final de semana, a Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) encerra a partir de maio (semana que vem) o atendimento de 46 pacientes em seu Centro de Reabilitação/Setor de Saúde. São crianças e jovens que recebem tratamentos de reabilitação: fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e psicólogo.

A Prefeitura de Sorocaba e a Apae firmaram contrato em 2016, contrato que está em vigência, onde o poder público repassa a verba para contemplar 120 pacientes, sendo que os 46 que estão com data marcada para perder a vaga na entidade foram adicionados por conta da instituição. Por lei, a prefeitura pode destinar o dinheiro do contrato mais 25% de seu valor em termos de aditivo. Qualquer valor a mais a prefeitura fica passível de ser processada.

Tudo isso está claro. Mas se trata de ser humano e de famílias que precisam do poder público. Não se pode culpar a direção da Apae por contemplar esses 46 pacientes a mais e nem a prefeitura por cumprir a lei. Mas, entendo, que essa seja uma boa causa para a prefeitura descumprir a lei. Fosse o prefeito Crespo teria orgulho de ser processado por ter destinado dinheiro para manter o tratamento de 46 crianças na Apae. Seria como receber uma medalha.

Compartilho com a manifestação de Júlia Gomes, mãe de um menino de 3 anos, que corre o risco de perder o atendimento na Apae: “É uma situação delicada. São crianças que não estão neste convênio, mas elas têm o direito ao tratamento digno que estão recebendo. Meu filho está aprendendo a falar, a dar lógica para as coisas. Não dá para interromper o desenvolvimento de uma criança”.

Não dá mesmo Júlia. Sua luta é a luta da sociedade sorocabana. Que haja sensibilidade do prefeito nesse caso.

Na foto, mães foram com seus filhos à Câmara de Vereadores pedir ajuda parta achar uma solução ao problema.

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