Nos bastidores, já há disputa pelo comando da Agência Metropolitana de Sorocaba

O Governo de São Paulo promulgou no dia 15 de junho passado a Agência Metropolitana de Sorocaba – instituída por meio do projeto de lei aprovado na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. A entidade terá orçamento próprio e vai propor ações conjuntas em diversas frentes e soluções nas áreas de telefonia, transporte, serviços, entre outras, para a Região Metropolitana de Sorocaba – a quinta maior de todo o Estado. O papel do gestor da AgemSor, como é conhecida a agência, será encontrar boas alternativas para o desenvolvimento dos 26 municípios da Região Metropolitana.

Quarenta dias depois, este comando é disputado por duas pessoas de perfis e gerações absolutamente diferentes. Ambos estiveram no Palácio dos Bandeirantes na festa de assinatura da AgemSor.

De um lado está Laelso Rodrigues, o único ainda vivo dos 21 instituidores da Fundação Ubaldino do Amaral que mantém o jornal Cruzeiro do Sul. Na década de 60, ao lado prefeito Pannunzio e outras lideranças da época, criou a Zona Industrial de Sorocaba que acabou sendo fundamental para o perfil econômico de Sorocaba. Laelso está na casa dos 80 anos e faz parte da diretoria do Cruzeiro do Sul.

Do outro lado, como favorito, está Marco de Campos, conhecido como Marcão de Iperó. Empresário e ex-prefeito da vizinha cidade, Marcão é amigo pessoal do prefeito Pannunzio e um dos tucanos mais queridos por toda a cúpula do partido do Estado de São Paulo. Seu trânsito no Palácio dos Bandeirantes e com o governador Alckmin chama a atenção. Nem mesmo deputados e prefeitos com mandatos são chegados a Alckmin como Marcão. Ele é tesoureiro adjunto do diretório estadual do partido, comanda o Sebrae paulista e presidiu a seção paulista do Instituto Teotônio Vilela.

O prefeito Pannunzio preside a Região Metropolitana. Mas a operação dela se dará pela AgemSor dai a importância do cargo. Há quem veja nesse cargo um trampolim para a eleição de deputado estadual. A escolha de Laelso, se ocorrer, será por reconhecimento ao passado dele. Se a escolha for por Marcão de Iperó será por reconhecer o potencial futuro num cargo público seja ele eletivo ou não.

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