Ouvinte chama atenção para o que classifica de contradições do governo municipal quando ele manifesta intenção de “privatizar” o atendimento de saúde e “estatizar” o serviço de transporte de pessoas por aplicativo

Durante a coluna O Deda Questão no Jornal Ipanema (FM 91,1Mhz) na manhã de hoje, o presidente da Urbes, e secretário de Mobilidade da Prefeitura de Sorocaba, Luiz Carlos Siqueira Franchin, falou sobre uma dezena de temas relacionado ao impacto dos trabalhos de sua pasta provocam na vida da cidade, a maioria deles referente a questionamentos de ouvintes da rádio: 1) ele explicou porque é contrário ao uso de arma de fogo por agente de trânsito; 2) explicou que é possível dar início a um processo de padronização das calçadas de Sorocaba; 3) disse o motivo de ônibus novos não terem entrado em operação devido a colocação de GPS e outros itens que não vêm de fábrica; 4) explicou a opção de transformar a Urbes, hoje empresa pública, em uma autarquia e o planejamento para ela se tornar autossustentável; 5) disse que desde a volta do videomonitoramento a principal infração registrada são de veículos que são estacionados sobre calçadas; 6) explicou as providências tomadas para que multas esdrúxulas, como um motociclista autuado por estar sem cinto de segurança, não voltem a ocorrer; 7) falou que a implantação do VLT (transporte sobre trilhos) não é lorota, mas um sonho que será realidade em Sorocaba; 8) disse que o BRT (sistema de ônibus rápido) terá seu primeiro trecho concluído no governo Crespo e que dois outros trechos estarão preparados para os governos futuros concluírem; 9) disse que semana que vem 30 novos ônibus, sendo 14 articulados, entram em operação na cidade; 10) e por fim, ao falar do transporte por aplicativo, explicou que será regulamentado o sistema, e enfatizou o aplicativo que vem sendo desenvolvido pela Urbes para concorrer com os aplicativos da iniciativa privada (Uber, Cabefi, 99…).

E justamente esse último tema levou um dos ouvintes a chamarem a atenção para o que ele classifica de contradição do governo Crespo. Ele lembrou da intenção do prefeito em fazer gestão compartilhada (ou seja, terceirizar) no serviço médico nas unidades de urgência e emergência (razões técnicas sustentam essa decisão) e de estatizar um serviço que no mundo inteiro é inteiramente exclusivo da iniciativa privada: “Enquanto o Brasil tenta se modernizar, e tirar o governo dos negócios tipicamente privados, Sorocaba vai desenvolver um aplicativo de transporte? Onde no mundo civilizado algum governo fez isso? A resposta do presidente da Urbes, de que o aplicativo vai gerar receita, não convence. Falar que está fazendo isso para diminuir custos, porque vai entrar receita na prefeitura, é de ofender a inteligência do cidadão. O ex-presidente Getúlio Vargas achava isso também, aí entrou em todas as atividades produtivas possíveis. O problema é a eficiência do governo. Se ele quer cortar custos que enxugue a máquina pública, e faça somente o essencial”.

E você, o que pensa sobre essa reflexão do ouvinte do Jornal da Ipanema?

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