Palanque de candidato evidencia racha tucano e união de adversários

O prefeito Crespo recebeu em seu gabinete na manhã de sábado passado o pré-candidato ao governo de São Paulo, João Dória Júnior antes dele se dirigir ao Centro Hípico Pagliato onde falou para cerca de 500 correligionários.

Em campanha para o governo de São Paulo (por enquanto, pois é real a chance dele vir a ser o candidato a presidente dos tucanos no lugar de Alckmin), Dória reuniu as lideranças locais dos partidos que estão com ele nessa caminhada. Ou seja, reuniu a deputada estadual Maria Lúcia Amary, o deputado federal Vitor Lippi, os vereadores Martinez, João Donizeti e Anselmo Neto – todos do seu partido, o PSDB, as exceções foram o ex-prefeito Pannunzio e o presidente do diretório local, João Leandro – e também o prefeito Crespo, do DEM, o ex-vereador e ex-candidato a prefeito Hélio Godoy do PRB, e o empresário e comentarista político do Jornal Ipanema, Kiko Pagliato, presidente do PSD. Detalhe: Vitor Lippi, Martinez, Hélio Godoy e Kiko são ou foram adversários ferrenhos de Crespo. Assim como os vereadores Martinez e Rodrigo Manga que embora seja do DEM é adversário de Crespo.

A interpretação, portanto, é que a presença do candidato tucano uniu os adversários ao mesmo tempo em que evidenciou o racha no ninho tucano. João Leandro esperava a formalização de um convite dos organizadores do evento ao diretório local do partido, o que não veio. Pannunzio recebeu uma ligação de Dória convidando-o ao evento, mesmo assim não quis ir. E a presença de Lippi, que chegou bastante atrasado ao evento, foi interpretado como um recado de quem estava ali, mas sem muita vontade de estar. Além disso, mostra a união de adversário quando há uma causa em comum que esteja além das divergências paroquianas.

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