Para evitar problemas legais e éticos, deputado concede entrevista, aceita regra de não fazer referência ao seu candidato à prefeitura de Sorocaba e fala do seu trabalho para que governo, indústria e pesquisa universitária se complementem

O deputado federal Vitor Lippi concedeu entrevista hoje na coluna O Deda Questão no Jornal da Ipanema (FM 91,1Mhz) e aceitou a regra (para evitar problemas éticos e legais) de falar sobre seu trabalho, evitando citar o seu candidato à prefeitura de Sorocaba, João Leandro (PSDB). O objetivo da rádio, explicou Urbano Martins, coordenador de jornalismo da emissora, é dar o mesmo espaço e tempo a qualquer um dos 5 já candidatos à prefeitura de Sorocaba sem oferecer qualquer benefício a qualquer um deles, mesmo que seja de modo indireto quando se entrevista um aliado e não o candidato diretamente como seria o caso de Lippi, se o o tema tratado com ele fosse a eleição municipal.

Até por não tratar do tema corrida eleitoral, a entrevista foi mais descontraída, recheada de momentos de bom humor como quando o apresentador Ercolin disse que o deputado (sempre vestido de maneira mais formal) estava largado o que seria sinônimo de casual. Foi muita risada. Em outro momento de descontração foi quando Lippi, falando de um momento de quando era prefeito e tinha em sua sala a placa Ética e Parceria afirmou que ela era motivo para muita gente pegar no seu pau e rapidamente se corrigiu para pé. No momento não fiz comentário e nem Ercolin, mas rimos do ato falho. Porém recebi 9 mensagens de ouvintes que notaram o ato falho. Mesmo assim me mantive em silêncio. Mas quando Kiko Pagliato entrou no ar, tocou no assunto. Foi muita risada, Lippi, visivelmente ficou constrangido. Chegou a ficar com o rosto corado. Mas não foi possivel evitar as brincadeiras. Seja por essa razão ou outra, Lippi deixou a emissora rapidamente, nem mesmo no café tradicional após o jornal ele ficou.

Foco de trabalho

Sobre o que tem feito em Brasília, como deputado, Lippi revelou algo que julgo absolutamente importante. Trata-se da preparação de uma lei, provavelmente a ser apresentada em 2017, que permita (o que não acontece hoje) a união do governo, da indústria e da universidade para a pesquisa voltada às necessidades reais da comunidade. Hoje cada pesquisador tem total liberdade para fazer a pesquisa que deseja numa universidade de maneira que não tem o compromisso de que o conhecimento que produza seja “útil” ou melhor seja “aplicável” à sociedade. Lippi explicou que tem conversado com centenas de pessoas de diferentes ministérios, ramos industriais, agência de fomente à pesquisa, direção de universidades de modo a entender as necessidades de cada um no sentido de que o governo possa dar um X em dinheiro para uma pesquisa na universidade Y e que atenda às necessidades da indústria Z. Hoje a lei impede que isso aconteça. O deputado explicou que o conhecimento é o bem mais importante de um páis e o Brasil não pode ficar fora desse tipo de possibilidade. Ele não quer impedir o que existe hoje, mas fazer uma lei para permitir que governo, indústria e universidade se financiem, produzam conhecimento e esse conhecimento tenha como consequência a riqueza do país que, por sua vez, disse o deputado, é o que ele entende que acabará com as desigualdades sociais e econômicas.

Um exemplo neste sentido, eo deputado Lippi disse que trabalha já nisso, está em Sorocaba com um trabalho da UFSCar, Unesp e Fatec junto a Desenvolve SP, Inova, Parque Tecnológico de Sorocaba, ministérios, secretárias de estado com a energia eólica e a solar. Ele elencou as empresas Wobben e Tecsis (pás eólicas) ; ABB (distribuição de energia); PriusPirelli (cabos). Johnson Controls (Baterias) e o Porto Seco como possiveis de fazer parte de uma cadeia produtiva que gere riqueza com um custo mais equlibrado. Falou da criação de unidades individuai de produção de energia solar nas residências. Enfim, falou sobre planejamento para a produção de conhecimentopara algo que daqui dez anos poderá trazer riqueza.

Sem dúvida, um trabalho importante. Ou alguém discorda?