Para manter custeio, nem a eleição evita que prefeito tome medidas impopulares como não fazer desfile cívico, reduzir verba da Orquestra, não oferecer lanche aos mesários e reduzir o horário da UBS

A linha dura adotada pelo prefeito Pannunzio desde o início da sua gestão, em janeiro de 2013, vai continuar. Nem mesmo o início da campanha eleitoral (onde o seu partido tem como candidato seu companheiro de 20 anos e ex-secretário de Governo) vai mudar isso nos 5 meses que restam para sua gestão. Com a queda na arrecadação e principalmente com o aumento das despesas, para fechar as contas, resta cortar gastos. O objetivo até o final do ano é manter em funcionamento o sistema de transporte de ônibus (que teve diminuição de passageiros), as unidades de saúde, as aulas e o salário em dia do funcionalismo público. Ou seja, para o custeio, para que o que existe siga existindo sem problemas.

E durante a coluna O Deda Questão no Jornal da Ipanema (FM 91,1Mhz) na manhã de hoje (03/08), o prefeito Pannunzio explicou que neste momento cortar gastos significa não realizar o tradicional desfile cívico em comemoração ao aniversário da cidade de Sorocaba, celebrado em 15 de agosto, porque, anteriormente, o aniversário de Sorocaba era ponto facultativo e, portanto, não era necessário o pagamento de horas extras aos funcionários. “Hoje, tenho que pagar hora extra aos professores, à Guarda Municipal, tenho que providenciar todo o transporte, que custa caro e sonorização”, justificou. Esse custo girava em torno de R$ 42 mil.

Quem também vai sentir na pele essa redução no repasse de recursos é a Fundec (Fundação de Desenvolvimento Cultural de Sorocaba) que perderá 15% do dinheiro que recebe e teve cancelada a complementação de verba prevista para este fim do ano. O impacto, sem dúvida, recai sobre a Orquestra Sinfônica de Sorocaba, mantida pela Fundec.

Os lanches dos 5.772 mesários convocados para trabalhar nas eleições municipais de outubro em Sorocaba também não serão cordialmente oferecidos pela prefeitura como ocorreram em todas as eleições, até a de 2014. O custo desses lanches ultrapassava os R$ 60 mil e o prefeito também entende que nas atuais condições o município não pode ter essa despesa cujo a responsabilidade, por lei, é do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Cada mesário terá R$ 25 para a refeição, mas o valor será pago após a eleição, por meio de vale postal, afirma o TSE.

Por fim, as UBS (Unidades Básicas de Saúde) que há mais de 15 anos funciona das 7h às 19h passou a funcionar das 7h às 17h. Esse é o horário do contrato do funcionário público. Das 17h às 19h era 2 horas extras diárias e o TCE (Tribunal de Contas) alertou que essa situação de pagar duas horas extras deveria ser revista.