Prefeita foi a Brasília para viabilizar a implantação do BRT em Sorocaba, projeto que dominou a campanha eleitoral de 2012 e sumiu de pauta em 2016

BRTNa campanha para prefeito de 2012, Pannunzio prometia o BRT em 18 meses

A prefeita Jaqueline Coutinho foi a Brasília hoje e manteve reunião com Bruno Araújo, ministro das Cidades, onde fez solicitação de adequação do projeto original do BRT. A solicitação é de que ele seja redimensionado para que custe R$ 136 milhões, ao invés dos R$ 264 milhões originais. Dessa forma, ele seria viabilizado, uma vez que não seria mais necessária contrapartida por parte da prefeitura. No atual desenho, a contrapartida do Poder Público Municipal é excessivamente alta, visto que o financiamento aprovado foi de R$ 133,9 milhões. A solicitação de alteração do projeto de Sorocaba está junto com os pedidos de outras 13 cidades. A intenção de Jaqueline é que ele seja avaliado separadamente, uma vez que seria mais simples do que os outros municípios.

De acordo com análise do corpo jurídico da Caixa Econômica Federal, a redução proposta pela Prefeitura de Sorocaba não altera o objeto do contrato já firmado, por isso, o parecer deles foi favorável ao pleito municipal.

A prefeita foi acompanhada dos secretários Fábio de Castro Martins, da Fazenda; João Leandro da Costa Filho, Gabinete Central e João Donizete de Planejamento.

Além deles, Ronald Pereira da Silva, do Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) também foi a Brasília com outra solicitação da prefeita junto ao Ministério das Cidades: a liberação de cerca de R$ 40 milhões para o Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto), a fundo perdido.

BRT x VLT

A prefeita Jaqueline Coutinho era candidata a vice-prefeita na chapa de José Crespo na campanha eleitoral de 2016 e no tocante ao tema mobilidade ele fez questão de deixar de lado o tema BRT (ônibus rápido) e passou a valorizar o VLT (transporte de passageiros por trem).

Na campanha de 2012, a implantação do BRT dominou os debates e com a vitória de Pannunzio ele saiu do papel após idas e vindas. Como se tratava do último mês do seu governo, Pannunzio não assinou o contrato para implantar o BRT. Crespo, por sua vez, descartou fazer o BRT de Pannunzio sob a argumentação de que o seu custo era inviável para a cidade e passou a propagar o VLT, que dominou a campanha.

Com o mandato de Crespo cassado, quem assumiu a prefeitura foi a vice e ela levou ao seu governo o “coração” do governo Pannunzio (João Leandro e Martinez), deixou de lado o VLT e retomou o projeto do BRT agora sob novas condições, como exposta na reunião de hoje em Brasília com o ministro das Cidades.