Prefeita Jaqueline, que na campanha eleitoral ficou famosa ao apresentar a proposta do botão do pânico, adapta proposta para ser aplicada dentro dos ônibus

BotaoPanicoO nome “Botão do Pânico” tem um apelo comercial sem tamanho e na campanha eleitoral de 2016 ele soou como música no ouvido dos eleitores quando a campanha do então candidato Crespo o anunciou. A candidata a vice, Jaqueline Coutinho, delegada de polícia, ganhou visibilidade ao conferir a credibilidade de delegada a uma promessa que visava garantir a segurança do cidadão.

Ninguém, na campanha, entendeu exatamente o que seria o tal botão. Num primeiro instante a mensagem era de que se tratava de um dispositivo a ser usado por todo cidadão. Iniciado o governo o que se viu foi que o Botão do Pânico era uma espécie de aplicativo do celular para ser usado por mulheres (principalmente) a quem a Justiça deu ganho de causa num litígio com outra pessoa que ficou impedida de estar próxima da vítima a menos de 100 metros. Seria um alerta, quase sempre contra um homem e agressor, de que ele havia infringido a decisão judicial.

Mas foi durante a entrevista na coluna O Deda Questão no Jornal da Ipanema (FM 91.1Mhz) na manhã de hoje, que Rodrigo Manga, presidente da Câmara de Vereadores de Sorocaba, revelou que agora o Botão do Pânico será outro. Trata-se de um botão a ser instalado dentro de cada um dos ônibus de transporte público de Sorocaba, que funcionará via Internet, onde ele será apertado caso alguém passe a molestar outra pessoa. Depois de dezenas de casos acompanhados pelo noticiário, se flagrou em Sorocaba o caso de um passageiro que ejaculou nas costas de uma mulher de 49 anos dentro de um coletivo. Com o Botão do Pânico, na primeira suspeita, ao apertá-lo a Guarda Civil Municipal é acionada e se dirige diretamente ao coletivo, fazendo o flagrante ou esclarecendo a denúncia, caso não se concretize.

Minha interpretação sobre isso

Claro que segue sendo um instrumento de marketing o Botão do Pânico como agora se apresenta, mas se espera que no mínimo sua aplicabilidade seja possível para a emergência que é estar diante de um doente, que é como classifico quem ejacula dentro de um coletivo. Um doente que necessariamente precisa ser identificado e julgado afim de receber tratamento psiquiátrico ou policial, pois imagino que cada caso seja diferente do outro.