Prefeita não está protegida, mas comandando a organização do governo. A explicação é do secretário de Relações Institucionais para ausência de Jaqueline Coutinho em entrevistas

JaqueVisitaSábado que vem, dia 23 de setembro, completa um mês o governo de Jaqueline Coutinho, que assumiu o comando do Executivo sorocabano na última hora do dia 24 de agosto, na Câmara de Vereadores, após a polêmica sessão que cassou o mandato do prefeito José Crespo. Desde então, a prefeita faz pronunciamentos, concede declarações, responde questões em coletivas, porém, ao contrário da tradição dos prefeitos nos últimos 20 anos, não tem dada entrevistas exclusivas e ao vivo nas rádios ou programas de TV ou Internet de Sorocaba.

O prefeito Pannunzio, quando assumiu, levou quase dois anos para começar a conceder essas entrevistas e viu sua popularidade despencar. Foi alvo de severas críticas em redes sociais e não deu valor à comunicação do seu governo.

O prefeito Crespo agiu de maneira totalmente oposta. Desde a primeira semana que assumiu, ele mergulhou em entrevistas e foram dessas entrevistas, por suas manifestações geralmente polêmicas e de ataque a algum personagem (ex-prefeito, promotor público, governador, Banco do Brasil… a lista é enorme), que nasceram os principais problemas do seu governo.

“Não há proteção alguma à prefeita Jaqueline, ela está comandando a organização do governo e preparando ações urgentes para este ano e outras fundamentais para 2018. Mas logo ela vai conceder entrevistas ao vivo sim”. A explicação é do secretário de Relações Institucionais, Francisco Pagliato Neto, entrevistado ao vivo, por telefone, na manhã de hoje na coluna O Deda Questão no Jornal Ipanema (FM 91,1Mhz).

Pagliato explicou que todas as ações de governo tem o comando da prefeita Jaqueline e explicou o momento ímpar pelo qual passa a cidade, que talvez sirva de exemplo ao Brasil, onde foi possível construir um governo de coalização com a participação técnica de representantes dos mais diferentes partidos como são os casos do PT e do PSDB participando do governo.

Caso Hélder

Ao dar o exemplo da coalização, Francisco Pagliato Neto explicou como Hélder Paranhos chegou ao governo (leia postagem anterior) por sua competência técnica. Hélder era chefe de gabinete do vereador Renan Santos (PC do B) e pediu que a Câmara investigasse o conflito entre o prefeito e a vice que culminou na criação da Comissão Processante e cassação do prefeito. Ao ser nomeado diretor de área, na sexta-feira, o que mais se ouviu é que ele foi premiado por seu ato inicial. Francisco Pagliato enfatizou que não existe barganha, mas pessoas técnicas, aliadas, que foram chamadas para trabalhar e que quem não corresponder às exigências da prefeita serão dispensadas.

Logo que a prefeita assumiu o governo, informei de nomes que deveriam fazer parte do seu governo. Um deles foi o do vereador Engenheiro José Francisco Martinez. Ele agradeceu a citação do nome dele à época, mas não quis deixar a impressão que participou da votação que cassou Crespo na Câmara para ocupar algum cargo na Prefeitura. Que é, apesar da explicação do secretário a respeito do que é um governo de coalização, a impressão que ficou após a nomeação do chefe de gabinete do vereador do PC do B.

FOTO: Kiko, ao lado da prefeita Jaqueline, durante recepção dos vereadores Rodrigo Manga e José Francisco Martinez e dos deputados Carlos Cézar e Jeferson Campos