Prefeita vai fazer cortes em contratos (e serviços também?) para tentar evitar o colapso financeiro de Sorocaba

A prefeita Jaqueline Coutinho concedeu entrevista coletiva no Salão de Vidro, no andar térreo do Paço Municipal, na quarta-feira (4 de setembro) para fazer um balanço dos primeiros trinta dias de sua administração no comando da cidade. Ela convidou os jornalistas para ouvir a lista das principais ações de seu governo e responder as perguntas que cada um dos presentes lhe quisesse fazer.

Embora convidado, eu não fui para esta entrevista. Não por nenhum outro motivo, mas porque minha missão, ao contrário de outros veículos de comunicação e colegas jornalistas, não é dar a notícia – muito embora acabe fazendo isso a maior parte do tempo – mas interpretar o impacto do fato noticiado.

Isso eu entendo que é importante.

E a isso me apego nessa postagem.

Ao responder ao jornalista Marcel Scinocca, do Cruzeiro do Sul, a prefeita disse que “se não tomar as medidas de contenção de despesas, Sorocaba corre o risco de colapsar financeiramente”.

Vejam, colapsar quando usado como verbo transitivo direto significa “causar ou sofrer um colapso”. E quando usado como verbo intransitivo, em termos da medicina, significa, “ter uma quebra ou diminuição súbita na força vital, no vigor, no estado físico geral ou no autocontrole, em razão de causas físicas ou psicogênicas, esp. entrar em estado de profunda prostração (física ou mental) ou desfalecer”.

Como a prefeita foi clara em dizer colapsar financeiramente, vou entender o uso como o risco que Sorocaba corre de sofrer um colapso financeiro, ou seja, algo que já disse no começo desta semana que é quando o dinheiro que entra (pagamento dos impostos e o repasse deles para a prefeitura) é menor do que o que sai (pagamento de salários dos servidores, das entidades conveniadas, das empresas contratadas…).

A prefeita disse que há uma bomba relógio armada e que está trabalhando para evitar que ela exploda. Faltou ela dizer (ao menos não li em nenhum dos veículos e nem no portal da prefeitura) o tamanho desse estrago (de quanto é a falta de dinheiro) e como, o que, quem ficarão prejudicados por esse estrago.

Gostei, friso isso, da sinceridade da prefeita, pois ela deixou claro que dias difíceis estão por vir: As medidas que vamos tomar, em um primeiro momento, podem causar insatisfação com as empresas prestadoras de serviço e a própria população. A lei permite que ela corte 25% dos contratos o que implicaria em menos serviços ofertados para as pessoas que buscam ajuda nos postos de saúde, por exemplo.

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