Prefeito dá ciência ao MP e explica os critérios para a contratação emergencial da empresa que faz o reparo do estrago que as chuvas provocaram na adutora

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O prefeito Crespo não se omitiu diante dos problemas provocados pela chuva em Sorocaba, decretou que a cidade está em estado de emergência e contratou sem licitação (o que é possível por lei quando se está em estado de emergência) a empresa para fazer o reparo da adutora (tubulação) que traz a água de Itupararanga para a Estação de Tratamento de Água do Cerrado, que é de onde a água sai para chegar às residências da cidade. Sem imprevistos, na próxima segunda-feira o fornecimento de água estará normalizado.

Mas como cautela e caldo de galinha não faz mal a ninguém, como diz o ditado popular, o prefeito Crespo, na coletiva que concedeu na tarde hoje, decidiu que na manhã desta quinta-feira vai levar ao Ministério Público de Sorocaba os termos do decreto que faz a cidade estar em estado de emergência. O objetivo unicamente é dar ciência ao MP e demonstrar que agiu dentro dos critérios da lei e com essa transparência ter a opinião pública ao seu lado caso algum promotor resolva questionar se, de fato, era necessário o decreto de emergência na cidade, ou seja, se era necessário mesmo a contratação de uma empresa sem licitação.

Para quem está se perguntando se o MP pode ter dúvida se falta de água é passível do decreto de estado de emergência, a resposta é sim. Faz parte do trabalho de um promotor analisar as ações de quem foi eleito para os poderes Executivo e Legislativo. Não é implicância ou perseguição.

Mas o que deve ser valorizado nessa iniciativa do prefeito Crespo, de dar ciência ao MP de sua decisão, é a sua boa vontade em se relacionar com o promotor Orlando Bastos Filho em que pese o histórico de desavenças entre os dois que começou anos atrás quando Crespo passou a entender que determinadas ações de Orlando Bastos Filho ultrapassavam os limites de sua atuação. Já prefeito, Crespo teve o mesmo entendimento do comportamento de Bastos e levou o caso ao Procurador Geral do Estado, ou seja, ao chefe do MP.

Que eles sigam tendo suas opiniões e nenhum se intimide diante do outro, mas especialmente que tenham maturidade para saberem se respeitar sem prejudicar o cidadão ou a cidade. Nem um e nem outro pode sofrer com pontos de vista diferentes da autoridade de cada uma de suas áreas.

FOTO: Prefeito usou o helicóptero da Polícia Militar para verificar a dimensão do problema que começou com uma fissura e progrediu até o rompimento da tubulação que traz água de Itupararanga até a ETA do Cerrado