Prefeito revela que foi surpreendido na primeira semana do seu governo, em 2013, com despesas do TAC dos manicômios e que não vai deixar nenhum surpresa desagradável ao prefeito a ser eleito no próximo dia 2, nem a assinatura do BRT

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Como faz quinzenalmente, o prefeito Pannunzio foi o convidado de hoje do Jornal da Ipanema (FM 91,1Mhz), dentro da coluna O Deda Questão, para prestar contas de sua administração à sociedade.

Comecei provocando o prefeito sobre um tema presente nesta campanha para prefeito onde Raul Marcelo (PSOL) afirmou em mais de uma oportunidade que a prefeitura gastou R$ 70 milhões para asfaltar ou recapear vias da cidade. O prefeito disse que essa é apenas umas das afirmações que não correspondem à realidade. Disse que gastou em torno de R$ 15 milhões. E a partir daí o que quis saber do prefeito foi porque ele não gastou R$ 70 milhões já que são centenas (numa estimativa baixa) de vias que necessitam de um novo recape. Ele disse que é porque não teve dinheiro. E quis saber o motivo. E o prefeito surpreendeu ao dizer, pela primeira vez, que somente na primeira semana do seu governo soube que teria um gasto gigantesco com o TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) do Manicômio para desinstitucionalizar os pacientes que estavam internados nos hospitais psiquiátricos da cidade. Embora já estivesse eleito (final de outubro de 2012), o prefeito de então, Vitor Lippi, assinou este TAC no dia 23 de dezembro daquele ano, uma semana antes de deixar o cargo. Ou seja, assumiu um compromisso que onerou as receitas da prefeitura. Fora isso, o prefeito elencou uma série de gastos que fez na saúde (uma nova UPH e uma nova UPA; pulou de 30 mil para quase 70 mil atendimentos mensais de urgência e emergência; ocupação da Santa Casa) que consumiu os recursos da prefeitura que poderiam ser usados em outras áreas, como a pavimentação de vias.

 

Perguntei se independentemente de quem vier a ser eleito prefeito no dia 2 de outubro o prefeito Pannunzio deixará alguma surpresa para o seu sucessor como recebeu do seu antecessor. Ele garantiu que não. E garantiu que estando definido o próximo prefeito, não vai assinar o contrato para a implementação do BRT (sistema de ônibus rápido) na cidade. Só vai assinar se as pendências forem definidas, e o contrato estiver pronto para ser assinado, se o processo eleitoral ainda estiver em curso. Mas estando definido o prefeito (em 1º ou 2º turno) ele não vai assinar e nem deixará nenhuma surpresa assinada como um TAC.

 

BRT x VLT x Candidato

 

O prefeito também defendeu que o BRT é o melhor para o transporte público de Sorocaba e que as promessas de VLT (transporte sobre trilhos) que aparece na propaganda eleitoral de todos os candidatos é a pior alternativa para a cidade. Lembrei ao prefeito que o candidato do seu partido, João Leandro, colocou no Plano de Governo registrado no Tribunal Eleitoral que pretende fazer o VLT. O prefeito disse que não participou da elaboração do plano do candidato do seu partido. João Leandro ouvia a entrevista e mandou mensagem dizendo que não apresentou na campanha em nenhum momento que pretende fazer o VLT. Pannunzio ficou satisfeito em saber que João Leandro estava ouvindo e que não vai fazer e disse que cabe a ele, candidato, explicar como é que apareceu como compromisso seu fazer o VLT.