Prefeitura contesta alerta do Sindicato dos Médicos sobre terceirização da Policlínica, e outras unidades de Sorocaba, e afirma: “no momento atual, ainda não há nenhuma ação nesse sentido”

PoliclinicaA Prefeitura de Sorocaba, por meio de nota, contesta o médico Eduardo Luís Vieira, presidente do Simesul (Sindicato dos Médicos de Sorocaba), que divulgou nesta semana nota alertando à sociedade de que o prefeito de Sorocaba, José Crespo, e o secretário da Saúde da Prefeitura, Ademir Watanabe, preparam a terceirização dos serviços da Policlínica e às unidades de pronto atendimento da Zona Norte, Zona Oeste, Laranjeiras, Brigadeiro Tobias e São Guilherme.

Esse foi o assunto mais acessado neste blog e virou debate entre as pessoas ligadas diretamente à saúde na cidade.

Percebendo essa repercussão, a Prefeitura de Sorocaba, por meio da Secretaria de Saúde, informou “as ações futuras à pasta estão sendo analisadas e estudadas pelo grupo gestor de saúde. Além disso, qualquer plano decidido deverá estar em tratativa com o prefeito. No momento atual, ainda não há nenhuma ação determinada para os temas citados na nota do Simesul”.

Me chamou a atenção a expressão “…No momento atual, ainda não há nenhuma ação…” uma vez que está imbutido nela o alerta do próprio sindicato, ou seja, no futuro pode ser que a saída seja a terceirização.

Vale lembrar que o orçamento da Secretaria da Saúde para 2018, já aprovado em 1ª discussão pelos vereadores, é de pouco mais de R$ 500 milhões sendo que 56% desse valor está comprometido com a folha de pagamento do setor, de modo que desse montante sobram R$ 220 milhões para a manutenção e gerenciamento de hospitais, UBS, remédios, cirurgias etc etc etc. Ou seja, a conta não fecha e a terceirização é um caminho considerado para resolver o problema.