Presidente da CPI do Transporte vibra com anúncio de que MP vai investigar pagamento de reequilíbrio financeiro dos ônibus

No dia 15 de março passado fiz a postagem “O transporte público ruma ao colapso em Sorocaba porque não atende às necessidades dos usuários. Mas CPI do Transporte chega ao final sem fazer uma única citação sobre isso” onde criticava a CPI por não ter ido ao ponto para dizer o motivo do passageiro estar fugindo do transporte de ônibus porque 1) o ônibus não vai de um ponto ao outro numa linha reta, mas faz zigue-zague dentro dos bairros; 2) o ônibus não passa no momento em que o usuário deseja (dai ele usa moto, bicicleta e Uber ou vai a pé); 3) os ônibus são do mesmo tamanho que eram na década 80 quando a frota de Sorocaba tinha perto de 200 mil carros nas mesmas ruas onde hoje estão mais de 400 mil, ou seja, os ônibus não são ágeis e desenvolvem velocidade média de 40km/h (um chute alto, ainda); 4) é absolutamente desconfortável entrar ou sair de um ônibus; 5) é insano ter que ir de qualquer ponto até um terminal para somente então poder ir ao destino final – em 1989 isso fazia muito sentido, mas hoje, em pleno século 21 não faz nenhum.
Presidida pelo vereador Renan Santos (PCdoB) e tendo como relator o vereador Hudson Pessini (MDB), ambos ficaram muito bravos comigo, dizendo que eu desmereci o que fizeram.
Agora, com a decisão do Ministério Público de Sorocaba, de instaurar inquérito civil para apurar as irregularidades apontadas pela CPI dos Transportes da Câmara Municipal – no que tange o pagamento de aditivos contratuais de reequilíbrio econômico e financeiro celebrados entre as empresas STU e Consor – o vereador Renan Santos está vibrando. Para ele, isso prova a importância da CPI.
O promotor Orlando Bastos Filho determinou que a Urbes, em prazo de 30 dias, informe sobre os referidos aditivos que referem-se aos aos de 2013 a 2016, mas foram pagos pela gestão do prefeito Crespo. O MP indaga, ainda, a respeito do “descumprimento contratual” à manutenção da idade da frota, o que, conforme o promotor, “colabora com a queda de qualidade e de demanda” no sistema. A STU e a Consor também foram intimadas a prestar os esclarecimentos no prazo de 30 dias.

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