Preso na operação Lava Jato comandou implantação de Aramar na década de 90 em Iperó

O presidente licenciado da Eletronuclear, o almirante reformado Othon Luiz Pinheiro da Silva, recebeu R$ 4,5 milhões em propina, de acordo com investigação do Ministério Público Federal que deflagrou 16ª fase da Operação Lava Jato com foco na corrupção na obra da usina nuclear de Angra 3. Othon, afastado do comando da estatal desde abril, foi preso na manhã desta terça-feira (28) em sua residência, no Rio.

Vale lembrar que Othon era um frequentador habitual de Sorocaba por conta do Centro Experimental Aramar, na vizinha cidade de Iperó. Apenas em 1988 o Brasil “descobriu” Aramar e no ano seguinte, em 1989, o jornal Cruzeiro do Sul mobilizou toda a sociedade sorocabana e da região numa cruzada contra Aramar. Foi um barulho grande que provocou a reflexão da sociedade sobre um vizinho nuclear. Em Aramar, em todas essas três décadas, pesquisadores desenvolvem o propulsor da energia nuclear que será o combustível do primeiro submarino do Brasil. É diferente do que ocorre em Angra que é uma usina nuclear para a produção de energia elétrica e foco da corrupção que prendeu o ex-almirante da Marinha.

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