Proposta de voto distrital vira polêmica entre leitores de O Deda Questão. Qual a sua opinião?

Publiquei aqui que o primeiro projeto de José Serra no Senado será o de institutir o voto distrital em cidades com mais de 200 mil eleitores, como em Sorocaba. Aqui a cidade seria dividida em vinte distritos e cada candidato só pode receber votos no distritio no qual se inscrever para concorrer. E qual a sua opinião? As reações são interessantes:
CONTRA – A proposta do voto distrital para vereador, se aprovada, será um golpe mortal à realização prática da definição constitucional do seu papel de legislador e de fiscalizador. Fortalecerá a figura do “vereador-prefeitinho-do-bairro” – aquele que precisa do prefeito para garantir suas demandas paroquiais. Será uma forma de institucionalizar o fisiologismo. Tal como a necessidade de se de se instituir a figura do deputado distrital, para municípios com mais de um milhão ou um milhão e meio de habitantes pode-se considerar, em tese, a possibilidade, mas com apenas 200 mil? Melhor será mudar a constituição e alterar o papel do vereador junto da sociedade. Gabriel Bitencourt, ambientalista e ex-vereador em Sorocaba
CONTRA – O Voto distrital em eleição para vereador é oficializar o gueto ou o feudo. Vão ser criados mais distorções como os Rubis da vida, os Cláudios do Sorocaba 1, etc, que se acham xerifes de bairro. Marcelo Adifa, escritor e professor
A FAVOR – Acho que o voto distrital vai acabar com uma consequência indesejável do sistema atual, que proporciona vantagem aos candidatos de grupos organizados, como sindicatos, religiosos, funcionários públicos, etc; beneficia , também, os que conseguem captar votos por todo o município. Josafá Crispim Leal – funcionário público aposentado da Prefeitura de Sorocaba e voluntário da Creche Maria Claro
A FAVOR – Prefiro os Rubis e os Claudios do Sorocaba I, que defendem seus bairros porque os conhecem do que os eleitos por circunstância de grupo (religião, sindicato, exposição de TV ou Rádio, etc) que representam todos e ninguém ao mesmo tempo. Na mesma lógica, sem coeficiente eleitoral, acabam-se os caronas que assumem mandato com base na confiança depositada em outros. João E Os Feijões, professor da Fatec de Itu, morador de Sorocaba