Quem é, o novamente condenado, Fasiaben?

José Antônio Fasiaben foi condenado a 52 anos e quatro meses de prisão pelos crimes de peculato e associação criminosa pelo tempo em que foi o provedor da Santa Casa de Sorocaba. Em sua sentença, que se tornou pública na noite de terça-feira passada, o juiz da 1ª Vara Criminal do Fórum de Sorocaba, Jayme Walmer de Freitas, afirmou que ele “era o mentor da quadrilha e organizava, planejava e determinava as ações criminosas” que acarretaram “um rombo de mais de R$ 50 milhões, entre as irregularidades, pagamentos suspeitos, contratos superfaturados e desvio de dinheiro público”.

O Fasiaben que conheci não tinha capacidade intelectual para organizar, planejar e mesmo determinar nada. Não quero dizer, com isso, que o juiz errou em sua sentença, punindo quem não é o verdadeiro culpado. Não quero, tampouco, ser testemunha de Fasiaben. Quero, simplesmente, demonstrar minha surpresa e o quanto uma pessoa pode enganar outra por muito tempo.

Fasiaben era o venerável na Loja Maçônica Perseverança III e vice-presidente da Fundação Ubaldino do Amaral, mantenedora do jornal Cruzeiro do Sul, nos mais de 10 anos em que lá trabalhei, sendo que 6 desses anos como o editor-chefe, responsável pela publicação do jornal, ou seja, havia um contato direto e frequente entre eu e Fasiaben. Era difícil que ele entendesse, muitas e muitas vezes, algum trabalho que a equipe de reportagem preparava para ser publicado. Imagino o quanto seria difícil organizar uma série de crimes e arrecadar R$ 50 milhões.

Enfim, a resposta para a pergunta que dá título a esta postagem (Quem é Fasiaben?) é: pela sentença judicial, fica claro que aquele diretor do jornal e dirigente maçônico não passava de um farsante ao omitir uma capacidade intelectual que colocava em prática enquanto cumpria o papel de provedor da Santa Casa de Sorocaba.

Essa é a segunda condenação

A decisão do juiz da 1ª Vara Criminal do Fórum de Sorocaba, Jayme Walmer de Freitas, nessa semana conhecida, de condenar Fasiaben pelos crimes de peculato e associação criminosa, frise-se, é em primeira instância e portanto cabe recurso.

No ano passado, a Justiça já havia condenado Fasiaben a oito anos de prisão pelos crimes de associação criminosa e estelionato, também em 1ª instância, onde ele recorreu e está respondendo em liberdade.

Mais uma investigação

O juiz Jayme Walmer de Freitas, além da condenação a 52 anos de cadeia pelos crimes de peculato e associação criminosa, determinou que a Polícia Civil abra mais um inquérito (o sétimo) para investigar o crime de lavagem de dinheiro envolvendo contratos para manutenção de móveis da unidade devido a suspeita de serem superfaturados.

Comentários

Leia também