Revanchismo e ações na justiça

Analisei seis consequências originadas da decisão dos vereadores da Câmara Municipal de Sorocaba de criar a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para apurar o caso dos falsos voluntários que atuam na Prefeitura de Sorocaba.

A primeira consequência, eu disse em postagem anterior, era o fim do trabalho voluntário de Tatiane Polis – o alvo principal da CPI, embora existam outros casos – da forma explícita que vinha ocorrendo, inclusive dentro do Paço Municipal. Desde antes do Carnaval ela não aparece em nenhum evento e pelo que apurei nem vai mais aparecer.

Márcio Leme, advogado de Tatiane Polis desde o caso envolvendo a denúncia e condenação dela, em 1ª instância, de que usou deliberadamente diploma falso do supletivo do ensino fundamental, contestou essa minha afirmação. Segundo ele, a sua cliente, “irá avaliar se valerá a pena continuar empenhando esforços voluntários em favor das comunidades, diante da perseguição política que novamente está sofrendo por rivais políticos do prefeito José Crespo, cujos rivais objetivam impedir o desenvolvimento da cidade.”

Revanchismo político

Como já havia afirmado em entrevista a Oliveira Jr, do Jornal da Cacique (AM 1060Khz), na semana passada, Márcio Leme também afirmou para mim que a perseguição desenfreada contra Tatiane Polis nas redes sociais, e que levaram o presidente do Sindicado dos Servidores Públicos Municipais da Prefeitura de Sorocaba a apresentar pedido de investigação contra ela na Polícia Civil, e que levaram a Câmara a criar a CPI “foi provocada por revanchismo político, uma vez que o governo José Crespo alcançou importantes realizações que incomodaram pretensos candidatos às eleições municipais que se avizinham”.

Refuta acusações

O advogado também afirmou que sua cliente, “Tatiane está à disposição para prestar todo e qualquer esclarecimento acerca das atividades de governo que participou, seja como munícipe, seja como voluntária” e “refuta as alegações levianas de que teria indicados em cargos de confiança e, sobretudo, que receberia ‘mensalinho’”. Segundo ele, “Tatiane, na condição de voluntária, atuou junto a associações de bairro e munícipes para desenvolver trabalhos sociais.”

Rebaterá na justiça

O advogado deixou claro que sua cliente “promoverá ações judiciais por calúnia e pelos danos morais que está suportando” e que “inclusive já identificou os responsáveis pelas fakenews que estão divulgadas diariamente de forma anônima”. Segundo o advogado, sua cliente “lamenta que leviandades dessa natureza ainda repercuta numa cidade da importância de Sorocaba”.

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