Saae Sorocaba participa de seminário de Gestão e Controle de Perdas de Água e revela que esta é uma das principais frentes de trabalho atualmente na autarquia

BaciaContencaoO comando do Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) de Sorocaba está em Curitiba participando do 4º Seminário de Gestão e Controle de Perdas de Água, evento promovido pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental. O diretor-geral da autarquia, Ronald Pereira da Silva, além do diretor operacional de água, Marcelo Augusto Moretto, e do engenheiro de saneamento Geraldo Dias  Batista, buscam se atualizar a respeito dessa que “é uma das principais frentes de trabalho atualmente na autarquia, visto que recentemente instituímos o Programa de Controle e Redução de Perdas, constituindo uma equipe formada por engenheiros experientes no assunto e que vêm trabalhando exclusivamente nessa área, pois além do ponto de vista econômico, temos também a preocupação em mantermos a sustentabilidade e a redução dos impactos ambientais”, explica Ronald Pereira.

Sob o tema “Água e energia no saneamento público: práticas para a redução de desperdício”, o seminário de Curitiba vai reunir representantes das principais operadoras de saneamento do país e palestrantes especializados, com o objetivo de potencializar a atuação da engenharia de saneamento empregada na redução de perdas, visando à obtenção dos melhores resultados com o mínimo de investimentos.

Objetivos e ações em Sorocaba

 

Desde que implantou o seu Programa de Controle e Redução de Perdas, no início deste ano, o Saae/Sorocaba vem desenvolvendo uma série de ações, cujo objetivo é diminuir a diferença entre o volume de água produzida e o total medido nos hidrômetros, mensalmente. Desta forma, a autarquia tem colocado em prática medidas como a intensificação da fiscalização para coibir as fraudes e violações nos hidrômetros e os furtos de água (“gatos”); a substituição dos hidrômetros que estão quebrados, parados, embaçados, violados ou com mais de cinco anos de uso; e a diminuição do tempo de resposta para as situações de vazamentos, com a ampliação do número de equipes de manutenção e a utilização de viaturas menores e mais ágeis para os deslocamentos.

Recentemente, a autarquia obteve a aprovação de um financiamento a fundo perdido, junto ao Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro), órgão ligado à Secretaria Estadual de Saneamento e Recursos Hídricos, para utilização no seu programa de perdas, no valor de R$ 3,4 milhões. Esse montante custeará a compra de equipamentos de medição de grandes volumes de água (macro medidores); a substituição de hidrômetros antigos por novos e a contratação de serviços para a detecção de vazamentos não visíveis, ações que permitirão a correção de forma pontual das situações que originam e causam as perdas no sistema.

Nova ação

Uma nova ação de combate às perdas aparentes, aquelas ocorridas a partir de erros de medição, fraudes e violações e problemas de cadastro, vem sendo executada pela autarquia. Foram detectados 747 hidrômetros antigos que estavam sendo utilizados em ligações dimensionadas, que fazem a medição dos grandes consumidores, e que agora estão sendo substituídos. A previsão é de que até o final de setembro próximo a substituição desses hidrômetros seja concluída.

Palmeiras imperiais

Numa outra ação, do Saae, a área onde ocorrem as obras do Reservatório de Detenção de Cheias (RDC) do córrego Água Vermelha já recebeu as primeiras das cinquenta palmeiras imperiais previstas para serem transplantadas para o local. O trabalho teve início com a retirada das árvores do seu local de origem, na rua Antônio Perez Hernandez, no Campolim, com a utilização de guindastes, e prosseguiu com o transporte, por meio de carretas, até o RDC, no cruzamento da avenida Washington Luiz com a rua Bento Mascarenhas Jequitinhonha, no Jardim dos Estados, onde até o final da tarde doze delas já haviam sido plantadas.

Conforme explica o diretor-geral da autarquia, Ronald Pereira da Silva, que está acompanhando o trabalho,  essas palmeiras imperiais foram recebidas em doação da construtora Planeta, que adquiriu a área de origem delas e precisava removê-las para a implantação de um empreendimento imobiliário no local. “A empresa tinha autorização ambiental para cortar essas árvores, mas decidiu destiná-las à Prefeitura e como estamos na fase de finalização das obras da bacia 1 do RDC, e início de implantação do projeto de paisagismo e dos equipamentos de esportes e lazer, conseguimos unir as duas necessidades e aproveitar as palmeiras num espaço que deverá se transformar em ponto de encontro da população”, enfatiza Ronald.

FOTO: Saae revitaliza a área do Reservatório de Detenção de Cheias (RDC) do córrego Água Vermelha e local ganha cinquenta palmeiras imperiais