Sala do prefeito agora é Salão da Misericórdia

O prefeito Rodrigo Manga retornou das férias ontem, segunda-feira, e um dos seus atos foi o de assinar o Decreto Municipal que denomina como “Salão Hesed” o seu local de trabalho, ou seja, a sala ocupada pelo prefeito de plantão, e que é parte do conjunto de salas do 6º andar do Palácio dos Tropeiros “Dr. Theodoro Mendes”.

Fosse em outra época e a decisão causaria polêmica assim como causou toda vez que algum prefeito modificou aquele espaço. Foi assim com Renato Amary que deu ao local o conceito de uma sala de um executivo de uma empresa, com Vitor Lippi que decidiu colocar uma placa na cabeceira da sua mesa de reunião enfocando Ética e mais alguma outra palavra que não me recordo. Será assim, agora, certamente, com a decisão de Manga.

Primeiramente é necessário entender que Hesed é uma palavra hebraica, ou seja, a língua oficial do povo hebreu e o idioma no qual foi escrito todo o Velho Testamento da Bíblia. Também é o idioma adotado pelo movimento sionista tornando-se a língua oficial do Estado de Israel.

Em segundo lugar, é fundamental compreender o que significa Hesed, ou seja, literalmente, misericórdia: Substantivo feminino:

  1. sentimento de dor e solidariedade com relação a alguém que sofre uma tragédia pessoal ou que caiu em desgraça; dó, compaixão, piedade.
  2. ato concreto de manifestação desse sentimento, como o perdão; indulgência, graça, clemência.

Hesed é o que Bolsonaro não sente, não pratica e tanto irrita parcela dos brasileiros por ignorar este sentimento. Tivesse misericórdia e o bozoísmo não chamaria de gripinha a Covid, não diria que as pessoas morrem e ele não pode fazer nada, não iria engolir camarão (sem mastigar devidamente) numa festa no iate quando parcela do povo baiano morria afogado… Que Manga siga o caminho oposto de Bolsonaro!

Por fim, Manga nunca escondeu de ninguém que era missionário (equivalente ao pastor, padre e etc…) de sua religião na sua vida de vereador ou na campanha que o elegeu prefeito. Seria um horror, caso Manga batizasse a sala com a denominação de algo que fosse contrário ao que ele prega ser.

No relise divulgado pela equipe do prefeito, o nome escolhido é justificado como sendo “uma referência ao termo em hebraico ‘Hesed’, que tem como significado dois elementos básicos: um é a ideia de força, lealdade e fidelidade, enquanto o outro diz respeito ao conceito de bondade, misericórdia e graça, sendo que o termo dedicação capta os dois elementos da palavra. A denominação adotada figura, ainda, como uma inspiração moral e intelectual para o trabalho que ali se realiza diariamente”.

Na ocasião da assinatura do decreto, o prefeito, o vice-prefeito Fernando Martins e a primeira-dama Sirlange, acompanhada do filho caçula do casal, descerraram a placa que denomina a sala como mostra a foto.

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