São centenas de manifestações de funcionários públicos em jornais, portais e redes sociais demonstrando indignação com mudanças no atendimento de saúde. Pinço as feitas neste blog como exemplo

Se pegar o Facebook e comentários dos funcionários públicos da Prefeitura de Sorocaba a respeito do Plano de Restruturação da Saúde no município anunciadas na quarta-feira, são pelo menos centenas de manifestações. Não fiz uma análise métrica exata, mas seguramente 99,9% são de críticas à compreensão de que este plano anunciado é apenas o começo do fim de um plano maior, o de aniquilação da profissão de servidor público. Há um choque entre todos de que dos quase 13 mil funcionários públicos que hoje estão ligados direta à prefeitura, ou indiretamente através do Saae, Urbes e Parque Tecnológico, virão a ser reduzidos a 2 mil pra funções típicas do Estado: áreas jurídica, financeira e segurança pública.

Leia o que afirma Valmir Furlan: Ao longo do tempo, a Funserv (Fundação dos servidores que paga a aposentadoria da categoria) foi vítima de calotes de hoje ex-prefeitos, e agora a solução que arrumam é seguir o (péssimo) modelo que o ex-prefake de SP (João Dória) quis implantar e foi derrotado pelos servidores da capital, isso quando não colocam a culpa no próprio trabalhador que já vem sendo pisoteado há anos. 700 desfalques na Saúde e 400 na Educação que não são repostos desde 2013 provam isso. Fora as outras áreas. Sobre a terceirização ou o nome que queiram dar, o problema vai continuar, pois a prefeitura (e os demais níveis de governo) sempre foram ineficientes na fiscalização. Então, podem inventar o sistema que for com a desculpa que quiserem, o caos vai continuar. Anotem aí! Saiu no Cruzeiro do Sul a fala da vereadora Iara Bernardi que ilustra bem o que eu escrevi e penso: Iara Bernardi (PT) citou exemplos de problemas em contratualizações feitas pela Prefeitura e falou de falhas na fiscalização dos serviços admitidas inclusive pelo prefeito. “Gestão compartilhada é um nome bonito para terceirização. Se vai terceirizar os serviços, vai fiscalizar da mesma forma que fiscalizou a APGP (empresa que gerenciava o Hospital Vera Cruz), que não pagou nada aos funcionários? Como a merenda, que não tem fiscalização nenhuma? Como a da Santa Casa, em que comprávamos o serviço e sumiam R$ 50 milhões?”, disse a petista.

Simone Cardoso: É lamentável, uma restruturação da saúde com base em uma terceirização ou como preferem chamar Gestão Compartilhada, que está proibida por lei, e que o desgovernado prefeito insiste em desrespeitar. Vale lembrar que em nenhum momento o Conselho Municipal de Saúde foi consultado, sendo membra do mesmo posso confirmar isso, e também como servidora que sou não houve um debate sobre isso conosco da base. Com isso só me resta uma palavra, indignada, e como sempre digo a população sofre como ratos em labirintos escuros criados pela atual gestão.